O Congresso do Peru formalizou, na última quinta-feira (12), a coleta das assinaturas necessárias para iniciar o debate sobre a moção de vacância (impeachment) do presidente José Jerí. A crise foi deflagrada após a revelação de reuniões não declaradas entre o mandatário e um empresário de origem chinesa, levantando suspeitas de tráfico de influência e falta de transparência.
Rito Processual e Prazos Com a moção atingindo o quórum para debate, Jerí terá um prazo de até 15 dias para comparecer ao plenário. Durante a sessão, o presidente deverá responder aos questionamentos dos parlamentares antes que o Congresso vote pela sua continuidade ou destituição do cargo.
Histórico de Instabilidade José Jerí assumiu o poder em outubro de 2025, após a queda de Dina Boluarte. Caso o impeachment seja concretizado, ele consolidará o Peru como um dos países com maior rotatividade presidencial no mundo: Jerí é o sétimo chefe de Estado a ocupar o Palácio de Governo desde 2016. A nova crise ocorre a poucas semanas das eleições gerais, marcadas para 12 de abril de 2026.
Takeaways:
Análise & Contexto
- Motivo da Crise: Supostas reuniões clandestinas com o setor privado internacional (China).
- Vulnerabilidade: Jerí governa sem maioria parlamentar sólida, herdando a fragilidade de seus antecessores.
- Calendário Eleitoral: O processo ocorre em plena campanha para as eleições presidenciais de abril.
Fatos-chave:
- Presidente: José Jerí.
- Acusação: Encontros não divulgados com empresário chinês.
- Contexto: Sétimo presidente do Peru em 10 anos.
- Próximo Passo: Convocação para defesa no plenário em até 15 dias.





