Antes de cumprir sua agenda simbólica na Marquês de Sapucaí, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou, neste domingo (15), um ato de soberania na saúde pública: a inauguração do novo Centro de Emergência 24h do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá. Com um investimento federal de R$ 100 milhões, a nova estrutura marca o fim de uma era de negligência e leitos bloqueados, devolvendo dignidade ao atendimento de crianças e adultos. O evento, que contou com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o prefeito Eduardo Paes, consolida a estratégia de descentralização e reestruturação da rede federal fluminense, que recebeu um aporte total de R$ 1,4 bilhão entre 2024 e 2025.
A transformação da unidade é numérica e qualitativa. Após anos de salas cirúrgicas fechadas, o Cardoso Fontes registrou, em apenas doze meses, um salto de 70% no número de cirurgias e 75% nas internações. A taxa de ocupação de leitos bateu os 98%, evidenciando que a demanda reprimida pelo sucateamento anterior está sendo finalmente absorvida. Lula enfatizou que a qualidade estética e técnica da nova ala — que em nada deve aos hospitais da rede privada — é um direito inalienável do cidadão humilde. “O que estamos entregando é um hospital público para que qualquer pessoa seja tratada com respeito”, declarou o presidente.
Gestão Descentralizada e Eficiência Técnica
O sucesso do novo Cardoso Fontes é fruto de um modelo de gestão que unificou esforços federais e municipais. A descentralização para a Prefeitura do Rio, ocorrida em dezembro de 2024, permitiu uma agilidade administrativa que resultou na reativação do CTI pediátrico e na contratação de um contingente que hoje soma 2.241 profissionais. O repasse de R$ 150 milhões extras, além da ampliação do Teto MAC, transformou a unidade em um polo de média e alta complexidade capaz de realizar transplantes e oncologia com equipamentos de ponta, incluindo tomógrafos adaptados para pacientes obesos.
O ministro Alexandre Padilha destacou que o Plano de Reestruturação não se limita ao Cardoso Fontes. Unidades como o Hospital Federal do Andaraí também voltaram a operar com capacidade plena, inclusive retomando a produção própria de refeições após 12 anos e recebendo aceleradores lineares para o tratamento de câncer. A meta para 2026 é que toda a rede federal do Rio funcione com 100% de capacidade, eliminando as filas históricas que castigavam a população fluminense.
Análise & Contexto
O SUS como Patrimônio do Povo
A inauguração deste domingo é um marco de justiça social no calendário do Carnaval. Enquanto a cidade celebra sua cultura nas avenidas, o governo federal reafirma que a maior festa popular do país só é completa se acompanhada de uma rede de proteção à vida. A modernização do Cardoso Fontes, com seus oito novos consultórios e seis salas de classificação de risco, prova que a saúde pública brasileira, quando financiada com seriedade e gerida com inovação, é o maior escudo da democracia contra a desigualdade.
Takeaways:
- O investimento de R$ 100 milhões modernizou alas pediátricas e adultas do Cardoso Fontes.
- O aumento de 70% nas cirurgias em um ano reflete a eficácia da nova gestão descentralizada.
- O Plano de Reestruturação já investiu R$ 1,4 bilhão em seis hospitais federais do Rio.
- A parceria entre Ministério da Saúde e Prefeitura reduziu drasticamente o tempo de espera por exames e internações.
Fatos-chave:
- Local: Hospital Federal Cardoso Fontes, Jacarepaguá, Rio de Janeiro.
- Investimento específico: R$ 100 milhões (obras e equipamentos).
- Incremento cirúrgico: 70% de aumento entre 2024 e 2025.
- Gestão: Descentralizada para o município (dezembro/2024).
- Equipamentos novos: Dois tomógrafos de última geração e CTI pediátrico reativado.
- Inauguração: 15 de fevereiro de 2026.





