Tarcísio realiza segundo leilão de escolas em SP sob protestos

Estudantes protestam contra privatização de escolas públicas em São Paulo
Estudantes protestam do lado de fora de prédio durante manifestação contra o Leilão da Parceria Público-Privada (PPP) de Novas Escolas (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
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Jornalista do Diário Carioca.

São Paulo – O Consórcio SP+Escolas venceu o leilão do Lote Leste da Parceira Público-Privada de Novas Escolas (PPP) realizado na sede da B3, bolsa de valores de São Paulo. O projeto inclui a construção de 16 escolas, que oferecerão 17,6 mil vagas em 476 salas de aula, com um investimento de R$ 11,5 milhões ao mês, um deságio de 22,51% em relação ao valor inicial previsto.

As novas unidades serão distribuídas em diversas cidades paulistas, incluindo Arujá, Campinas, Guarulhos e Sorocaba. Com três diferentes modelos de escola, as unidades incluirão espaços para atividades esportivas, auditórios multifuncionais e áreas interativas, com infraestrutura que prioriza inovação e inclusão.

Ampliação das vagas com o Lote Oeste

Na semana anterior, o consórcio Novas Escolas venceu o leilão do Lote Oeste, garantindo a construção de 17 escolas em cidades como Araras, Bebedouro e Marília. Esse lote, que atenderá 17,1 mil alunos, teve um investimento final de R$ 11,9 milhões ao mês, com um deságio de 21,43%, resultando em uma economia significativa para o estado.

Com a conclusão dos dois lotes, São Paulo terá 33 novas escolas distribuídas em 29 cidades, beneficiando 35,1 mil alunos em regime de tempo integral no ensino fundamental e médio. O governo estima um investimento total de R$ 2,1 bilhões ao longo dos 25 anos da concessão, com metade das escolas prevista para ser entregue até o segundo ano de contrato.

Objetivo da parceria e fiscalização

O governo de São Paulo visa modernizar a infraestrutura das escolas estaduais, otimizando a gestão e permitindo que professores e gestores se concentrem nas atividades pedagógicas. A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) será responsável pela fiscalização do contrato e pela verificação dos indicadores de desempenho, com o apoio de um verificador independente.

Declarações sobre o projeto

Ney Moreira, representante do consórcio vencedor, afirmou que o projeto não se limita à infraestrutura física, mas reflete um compromisso com a formação cidadã dos estudantes. “Nosso projeto vai além da construção e operação; é um compromisso com a qualidade da educação pública, com ambientes acolhedores e seguros”, declarou.

© Marcelo S. Camargo/Governo do Estado de SP
© Marcelo S. Camargo/Governo do Estado de SP

O secretário estadual de Educação, Renato Feder, destacou que a parceria permitirá à secretaria focar exclusivamente na qualidade pedagógica e no aprendizado dos alunos. “Com essa PPP, cuidaremos apenas das áreas pedagógicas, enquanto a iniciativa privada se encarrega da manutenção, construção, internet e alimentação”, disse.

Já o governador Tarcísio de Freitas ressaltou a importância da renovação na infraestrutura escolar, mencionando que a maioria das escolas estaduais possui mais de 20 anos e apresenta problemas estruturais. “Queremos escolas modernas e seguras para os alunos, onde o professor se preocupe apenas com o ensino”, enfatizou.

Protestos contra a privatização

Durante o leilão, membros da Apeoesp e estudantes protestaram contra a concessão das escolas estaduais. Na semana anterior, a Apeoesp entrou com um pedido judicial para suspender o leilão do primeiro lote, mas a decisão foi revertida após recurso do governo estadual.

Perguntas Frequentes sobre o Leilão das Novas Escolas em SP

Qual o objetivo do projeto de novas escolas em São Paulo?

O projeto visa modernizar a infraestrutura das escolas estaduais para melhorar a qualidade do ensino e aumentar a eficiência na gestão escolar.

Quantas escolas serão construídas e onde?

Ao todo, 33 escolas serão construídas em 29 cidades do estado de São Paulo, incluindo localidades como Campinas, Arujá e Sorocaba.

Qual o papel do Consórcio SP+Escolas no projeto?

O consórcio será responsável pela construção, manutenção e operação das escolas, em uma parceria que visa garantir ambientes modernos e adequados.

Como o governo fiscalizará o cumprimento do contrato?

A Arsesp será a agência responsável pela fiscalização do contrato, com o apoio de um verificador independente que monitorará os indicadores de desempenho.

Houve manifestações contra a concessão das escolas?

Sim, membros da Apeoesp e estudantes realizaram protestos na B3 durante o leilão, posicionando-se contra a privatização da gestão escolar.


Com informações da Agência Brasil

JR Vital

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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