Trump se descabela

Xi Jinping e Narendra Modi reforçam parceria em encontro

Líderes da China e da Índia afirmam que disputas fronteiriças não devem impedir cooperação estratégica entre os dois países
Em Tianjin, Xi Jinping e Narendra Modi prometeram superar diferenças e reforçar a parceria entre China e Índia antes da cúpula da OCX, destacando que disputas fronteiriças não devem limitar os laços bilaterais.
Foto: @narendramodi
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, comprometeram-se neste domingo (31) a reforçar a cooperação bilateral e a buscar soluções pacíficas para as disputas de fronteira.

O encontro ocorreu em Tianjin, um dia antes da abertura da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX).


A visita marca o primeiro retorno de Modi à China desde 2020, quando confrontos mortais entre soldados indianos e chineses deterioraram as relações diplomáticas. Apesar das tensões, ambos os líderes destacaram que a cooperação econômica deve prevalecer sobre os conflitos.

“Não devemos deixar que a questão fronteiriça defina a relação global entre a China e a Índia. O desenvolvimento econômico de ambos os países deve ser o principal objetivo”, afirmou Xi Jinping, segundo a emissora estatal CCTV.

Modi, por sua vez, declarou que os dois países avançaram “numa direção significativa” e ressaltou que há um “ambiente pacífico nas fronteiras após o afastamento das tropas”.


Nos últimos meses, Pequim e Nova Deli intensificaram contatos diplomáticos. Em agosto, o principal diplomata chinês, Wang Yi, visitou a capital indiana e anunciou a retomada das conversas fronteiriças, além do retorno da emissão de vistos e de voos diretos entre os países.

O movimento de reaproximação ocorre em meio à pressão externa sobre a Índia, especialmente após os Estados Unidos de Donald Trump imporem tarifas de 50% sobre produtos indianos, como resposta à compra de petróleo russo.

Além da cooperação econômica, Pequim abriu locais sagrados no Tibete para peregrinos indianos em junho, e há discussões sobre redução de restrições comerciais e facilitação de viagens transfronteiriças.

Recomendadas