Tensão

EUA se preparam para atacar a Venezuela

NBC News aponta que operações militares podem começar em semanas; Trump ainda não deu aval.
27 de setembro de 2025
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NBC News afirma que militares dos EUA elaboram opções de ataques na Venezuela; operações podem começar em semanas, diz emissora.
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Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O governo dos Estados Unidos estuda realizar ataques contra supostos traficantes dentro da Venezuela, informou a rede NBC News nesta sexta-feira (26), citando quatro fontes militares. As operações poderiam começar em questão de semanas, embora ainda não tenham sido aprovadas pelo presidente Donald Trump.

Segundo a emissora, Washington mantém negociações com Caracas por meio de intermediários do Oriente Médio, enquanto amplia sua presença militar no Caribe. Nos últimos dias, forças norte-americanas atacaram três embarcações vindas da Venezuela em águas internacionais, alegando que os barcos transportavam drogas para os EUA.

A Casa Branca afirma que a operação visa combater o narcotráfico. Porém, críticos apontam que a escalada militar pode significar uma tentativa de desestabilizar o governo de Nicolás Maduro e abrir caminho para uma mudança de regime.

Escalada militar no Caribe

Ao menos sete navios de guerra e um submarino de propulsão nuclear, com mais de 4.500 marinheiros e fuzileiros navais, foram mobilizados para próximo da costa venezuelana. A movimentação reforça o clima de tensão e aumenta o risco de confrontos diretos.

Em resposta, Maduro denunciou que a real intenção do republicano é interferir na soberania venezuelana. “Querem impor uma mudança de regime, mas o povo venezuelano está unido em defesa do nosso território”, declarou o líder chavista.

Risco de militarização regional

A ameaça de ataques unilaterais reacende alertas na América Latina sobre a possibilidade de uma militarização total da crise. Organizações de direitos humanos e governos vizinhos têm criticado a postura de Washington, apontando riscos de desestabilização regional e aumento das tensões geopolíticas.

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