Contra o Genocídio

Petro convoca voluntários para Gaza: ‘Momento da ação’

Presidente da Colômbia anuncia mobilização de voluntários e critica ofensiva israelense
Presidente da Colômbia anuncia mobilização de voluntários para Gaza e critica ofensiva israelense. Saiba mais sobre o posicionamento de Petro.
Gustavo Petro ao lado de Roger Waters
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, elevou a tensão diplomática global ao anunciar durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York, a abertura de uma convocação para voluntários colombianos dispostos a lutar em Gaza.

Segundo Petro, trata-se de “um momento da ação” em defesa do povo palestino, e ele próprio se declarou disposto a se unir ao combate, evocando seu histórico como militante do grupo guerrilheiro M-19.

Em seu discurso, o líder colombiano criticou duramente o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificando-o como “genocida” e defendendo que diferentes nações formem uma frente armada em apoio à Palestina. O presidente reforçou a urgência de mobilizações internacionais e enfatizou que sua experiência em conflitos anteriores não o intimida: “Se o presidente da República da Colômbia tiver que ir para esse combate, não me assusta”, afirmou, com um lenço tradicional palestino.

Petro e o apoio internacional à Palestina

Ainda em Nova York, Petro participou de uma marcha pró-Palestina com milhares de manifestantes, incluindo o músico Roger Waters, ex-integrante do Pink Floyd. A ação demonstrou alinhamento com vozes internacionais críticas às políticas de Israel. Paralelamente, a delegação colombiana na ONU deixou o plenário durante o discurso de Netanyahu, com a vice-presidente Francia Márquez erguendo o punho em gesto de protesto.

O anúncio de Petro gerou repercussões imediatas. No dia seguinte, os Estados Unidos revogaram seu visto, uma medida interpretada pelo presidente colombiano como violação do direito internacional. Em resposta, Petro declarou que se considera “uma pessoa livre no mundo” e afirmou não depender de vistos para exercer sua liberdade.

Implicações políticas e críticas fundamentadas

O discurso de Gustavo Petro não apenas reforça sua postura crítica à ofensiva israelense, mas também tensiona relações diplomáticas entre Colômbia e Estados Unidos. Ao pedir que soldados americanos desobedecessem ordens de Donald Trump e defender a criação de uma força armada global maior que a dos EUA, o presidente colombiano posiciona-se como protagonista de uma narrativa de solidariedade internacional à Palestina, enquanto desafia as convenções diplomáticas tradicionais.

Além disso, especialistas destacam que a convocação de voluntários estrangeiros para conflitos armados representa um risco jurídico e político significativo, podendo gerar sanções internacionais. Contudo, Petro sustenta que sua ação é motivada por princípios humanitários e de justiça internacional, reforçando sua imagem de líder combativo e progressista no cenário global.

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