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Israel anuncia pronta adesão à 1ª fase do plano de paz para Gaza

O governo de Israel informa que está pronto para iniciar a “implementação imediata” da primeira fase do plano de paz de Donald Trump para Gaza, após o Hamas aceitar negociar a libertação de reféns.
Benjamin Netanyahu
Benjamin Netanyahu
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Israel anuncia pronta adesão à 1ª fase do plano de paz de Trump

O presidente Donald Trump exigiu que Israel pare os bombardeios em Gaza, após o Hamas aceitar parcialmente uma proposta de paz. Israel anunciou adesão à 1ª fase do plano, mas o Cessar-Fogo Imediato Em Gaza depende do impasse sobre o desarmamento do Hamas.

O anúncio de Israel nesta sexta-feira (3 de outubro de 2025) de que está pronto para a implementação imediata da primeira fase do plano de paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representa um avanço tático e diplomático no conflito de quase dois anos em Gaza. Esta sinalização veio logo após o Hamas informar que aceita libertar todos os reféns sob os termos da proposta apresentada por Trump, embora ressalve que ainda precisa negociar os detalhes cruciais do acordo.

A medida de Israel pode ser interpretada como um gesto para atender à pressão internacional por um Cessar-Fogo Imediato Em Gaza e, especificamente, à exigência pública feita por Trump para que os bombardeios cessem. Contudo, o ceticismo prevalece, já que o aceite do Hamas é parcial e não garante os pontos centrais do plano, como a desmilitarização do território e sua governança por tecnocratas palestinos sob supervisão internacional.


O Plano De Trump: Anistia e Desarmamento Em Troca De Prisioneiros

O plano de paz arquitetado pelo Presidente Donald Trump possui termos rigorosos que buscam uma solução de longo prazo para a segurança de Israel e a estabilidade de Gaza, mas que são profundamente controversos para a resistência palestina. A proposta estabelece que o Hamas teria direito à anistia caso concorde em entregar todas as armas e aceite conviver pacificamente. Em contrapartida, Israel deveria libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos.

O acordo prevê uma estrutura de governança pós-conflito para o território: Gaza deverá ser livre de grupos armados e administrada por um governo provisório de tecnocratas palestinos, sob supervisão internacional. A ajuda humanitária e a reconstrução do território seriam coordenadas pela ONU e pelo Crescente Vermelho.

O caráter de “paz duradoura” do plano depende diretamente da aceitação pelo Hamas de seu próprio desarmamento. Este é o maior ponto de tensão e o motivo pelo qual o grupo palestino, embora disposto a negociar a troca de reféns, não confirmou a aceitação integral do plano. A adesão de Israel à primeira fase, focada na troca de prisioneiros e reféns, é uma manobra diplomática que visa obter alívio internacional, enquanto a etapa mais difícil – o desarmamento – ainda está por vir. Para o Diário Carioca, a cobertura rigorosa e factual é fundamental para evidenciar as contradições do processo.


A Urgência Humanitária e as Implicações Políticas do Cessar-Fogo Imediato Em Gaza

A pressão para a implementação da primeira fase reflete a crise humanitária de proporções épicas em Gaza. O conflito, que resultou na morte de mais de 60 mil palestinos, segundo a autoridade de saúde de Gaza, e 1.200 israelenses, exige que as ações diplomáticas sejam rápidas. Trump celebrou a resposta do Hamas e, em um movimento incomum, pressionou publicamente Israel a suspender imediatamente os bombardeios, demonstrando que a libertação dos reféns é sua prioridade máxima.

A rapidez de Israel em anunciar a prontidão para a primeira fase, entretanto, precisa ser analisada com cautela. A primeira fase, centrada na troca de prisioneiros e ajuda humanitária, é o caminho de menor resistência. A segunda fase, que envolve o desarmamento do Hamas e a formação do “Conselho da Paz” – que será presidido pelo próprio Presidente Trump –, é o ponto de ruptura. A participação de Trump como presidente desse conselho reforça seu papel centralizador na política externa, desafiando a diplomacia tradicional.

A exigência de um Cessar-Fogo Imediato Em Gaza feita pelo Presidente Trump é um divisor de águas que força uma reavaliação dos caminhos para a paz. Para entender a relação de longa data entre o apoio militar dos Estados Unidos a Israel e o seu impacto nos acordos de paz, veja nossas análises sobre [/politica]. As oscilações do conflito também têm um efeito cascata nos mercados, o que pode ser aprofundado em nossa seção de [/economia]. Por outro lado, a polarização política em torno da guerra tem gerado protestos em todo o mundo, inclusive no Rio de Janeiro (leia mais em: [/rio-de-janeiro]). Mesmo em setores inesperados, como Cultura e [/esportes], há impactos de boicutes e manifestações.

Ponto de ConflitoPosição do HamasPosição do Plano TrumpImplicação Política
Troca de RefénsAceitaPrevista em 72hAlívio humanitário e pressão sobre Israel
Desarmamento HamasRecusa/NegociaçãoObrigatórioPonto de maior fricção e risco de colapso

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