O tapete vermelho do Beverly Hilton, palco do Globo de Ouro, habitualmente um santuário de vaidades, converteu-se em tribunal político em 2026.
A manifestação de Mark Ruffalo não é apenas um desabafo emocional, mas um diagnóstico preciso da decomposição moral da hegemonia estadunidense sob Donald Trump.
Ao rotular o mandatário como um criminoso condenado e denunciar a “guerra ilegal” contra a Venezuela — movida pela histórica sede imperialista por recursos naturais —, Ruffalo rompe a bolha do entretenimento para expor a face aterrorizante de uma potência que, sob o pretexto de segurança nacional, atropela o direito internacional e massacra seus próprios cidadãos nas mãos de agentes do ICE.
OS FATOS:
- Mark Ruffalo e outras celebridades protestaram contra o assassinato de Renee Good por agentes da imigração (ICE) em Minneapolis.
- O ator classificou Donald Trump como “estuprador”, “pedófilo” e “pior ser humano”, citando suas condenações judiciais.
- Ruffalo denunciou publicamente a agressão militar dos EUA à Venezuela, caracterizando-a como um conflito ilegal por interesses escusos.
O DESPERTAR DE HOLLYWOOD CONTRA O FASCISMO IANQUE
A coragem de Mark Ruffalo em utilizar o Globo de Ouro para apontar o dedo ao Salão Oval reflete o desespero de uma parcela da intelectualidade norte-americana que ainda preza pelos valores democráticos. O termo “estuprador”, usado pelo ator, não é um mero xingamento, mas um lembrete das condenações civis que Trump carrega, simbolizando um líder que violenta não apenas corpos, mas a própria Constituição que jurou proteger. É o paralelo moderno com os protestos contra a Guerra do Vietnã: quando o Estado se torna o agressor, cabe à cultura ser a linha de frente da denúncia.
Mais grave do que a patologia moral individual de Trump é a denúncia de Ruffalo sobre a Venezuela. O Diário Carioca tem sido enfático ao apontar que a invasão estadunidense ao solo venezuelano nada tem a ver com “libertação”, mas sim com o roubo descarado de petróleo — uma repetição trágica do roteiro do Iraque e da Líbia. Ao dizer que “o que está acontecendo não é a América”, Ruffalo tenta resgatar a alma de um país que foi sequestrado por uma retórica de ódio e pela militarização da vida cotidiana, onde agentes do ICE atuam como milícias de um regime que se sente acima de qualquer tratado de direitos humanos.
Cronologia da Degradação: O Governo Trump e a Crise Ética
| Evento | Natureza do Conflito | Impacto Global |
| Agressão à Venezuela | Conflito Ilegal por Petróleo | Desestabilização da América do Sul e violação da soberania |
| Caso Renee Good | Violência Institucional (ICE) | Exposição do racismo estrutural e brutalidade policial |
| Condenações de Trump | Esfera Criminal e Civil | Erosão da autoridade moral do cargo de Presidente |
O impacto dessas declarações pode gerar sanções ou retaliações da Casa Branca contra a indústria do cinema?
A administração Trump tem demonstrado um desprezo sistemático pela Primeira Emenda, frequentemente ameaçando cortar subsídios culturais ou perseguir vozes dissidentes. No entanto, a estatura global de nomes como Ruffalo e o apoio de redes internacionais de direitos humanos criam um escudo de proteção que dificulta o silenciamento total. O perigo real reside na radicalização dos seguidores do presidente, que utilizam o aparato estatal para intimidar artistas, mimetizando táticas de regimes fascistas do século passado.

