Brasília, 18 de julho de 2025 — Num ato de explícita submissão geopolítica, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. Durante uma live, o deputado afirmou que seria “mais fácil um porta-aviões chegar no Lago Paranoá” do que manter diálogo com o governo brasileiro. A declaração ocorre em meio à escalada da crise diplomática provocada pelo tarifaço de Donald Trump contra o Brasil.
Eduardo Bolsonaro defende ação militar dos EUA no Brasil e exalta “porta-aviões no Paranoá”
A retórica entreguista da família Bolsonaro ganhou novos contornos nesta sexta-feira (18). Em transmissão ao vivo, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu que os Estados Unidos usem seu poderio militar para intimidar o Brasil. “Está muito mais fácil um porta-aviões chegar no Lago Paranoá, se Deus quiser, do que vocês serem recebidos com o Alckmin nos Estados Unidos”, afirmou o deputado, fazendo referência ao comentário de Alexandre de Moraes à The New Yorker.
A fala, que sugere abertamente uma intervenção militar estrangeira em território nacional, se soma ao comportamento reiterado de Eduardo Bolsonaro de atacar instituições democráticas brasileiras — e de buscar apoio internacional contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo eleito.
Crise diplomática alimentada pela extrema direita brasileira
As declarações ocorrem em meio à nova crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, deflagrada após Donald Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, sob pretexto de “perseguição” a Jair Bolsonaro. O ex-presidente norte-americano chegou a publicar carta pedindo que o julgamento de Bolsonaro fosse interrompido, acusando o Judiciário brasileiro de “tratamento terrível” contra seu aliado.
A reação oficial do governo brasileiro veio por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin, que rejeitou a chantagem internacional: “Judiciário e tarifas são coisas que não têm nenhum nexo”. Alckmin reafirmou o compromisso com a independência entre os Poderes e disse que o Brasil seguirá buscando diálogo diplomático.
Flávio Bolsonaro exalta Hiroshima como metáfora de submissão
O discurso de Eduardo não foi isolado. Dias antes, seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), usou outra imagem extrema: comparou o tarifaço de Trump às bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki. “Duas bombas atômicas podem cair aqui antes de qualquer anistia”, disse Flávio em entrevista à CNN.
A fala revela o grau de submissão da extrema direita brasileira a um projeto externo de destruição da soberania nacional. Em vez de defender o país, a família Bolsonaro atua como agente de sabotagem interna — instrumentalizando a crise para deslegitimar o STF, o Executivo e o processo democrático.
Retórica golpista e ataque direto à soberania
Eduardo Bolsonaro, apelidado de “bananinha”, intensificou os ataques ao ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de liderar uma “ditadura brasileira”. Também atacou o presidente Lula (PT), chamando-o de “bêbado agonizante”. As falas reiteram a retórica de guerra cultural e ódio institucional que marcou o bolsonarismo desde 2018, agora reciclada como ação externa com apoio de Donald Trump.
A combinação entre declarações públicas, lobby internacional nos EUA e incentivo à desestabilização institucional no Brasil levanta preocupações crescentes no Judiciário e na diplomacia brasileira. A Polícia Federal já investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro como parte de uma operação financiada por seu pai com o objetivo de sabotar a democracia brasileira.
Perguntas e Respostas
Eduardo Bolsonaro defendeu ação militar dos EUA no Brasil?
Sim. Disse que é “mais fácil um porta-aviões chegar no Lago Paranoá” do que negociar com o governo brasileiro.
Qual o contexto da fala?
Crise diplomática provocada pelo tarifaço de Trump contra o Brasil e tentativa da família Bolsonaro de angariar apoio externo.
Trump justificou a tarifa por causa do julgamento de Bolsonaro?
Sim. Disse que Bolsonaro sofre “tratamento terrível” do Judiciário e pediu publicamente a suspensão do julgamento.
O que o governo brasileiro respondeu?
Geraldo Alckmin reagiu com firmeza, dizendo que tarifas e decisões judiciais não têm relação.
Há investigação em curso?
Sim. A PF apura o financiamento de ações nos EUA com dinheiro enviado por Jair Bolsonaro para Eduardo.

