Mentiroso

Eduardo Bolsonaro passa vergonha e é desmentido por jornalista do New York Times

Deputado distorceu reportagem sobre julgamento da trama golpista; autor do texto o expôs publicamente
Eduardo Bolsonaro - Foto: Reprodução
Eduardo Bolsonaro - Foto: Reprodução
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi desmentido publicamente pelo jornalista Jack Nicas, do The New York Times, após tentar distorcer uma reportagem sobre o julgamento da trama golpista.

O parlamentar publicou apenas trechos que interessavam à sua narrativa, omitindo críticas contundentes feitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Leia também: Eduardo Bolsonaro é flagrado adulterando texto do NYT para defender seu pai


O desmentido

“Eu escrevi essa matéria e, infelizmente, o Eduardo omitiu várias partes nesta postagem”, respondeu Jack Nicas, chefe da sucursal do jornal no México e um dos autores do texto. O jornalista ainda compartilhou gratuitamente a reportagem completa, que expõe tanto os ataques de Bolsonaro à democracia quanto o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) na contenção das ameaças golpistas.


O que Eduardo omitiu

Na publicação do deputado, o destaque era a afirmação de que o STF ampliou seus próprios poderes para enfrentar Bolsonaro, inclusive conduzindo investigações em que era parte interessada.

O que Eduardo deixou de fora foram os trechos que relatam como seu pai atacou o sistema democrático: ameaçou juízes, colocou em dúvida o processo eleitoral, insinuou um golpe militar e espalhou notícias falsas em massa para mobilizar sua base.


O julgamento como marco histórico

A reportagem do New York Times define o julgamento como um marco histórico para o Brasil, comparando-o ao fracasso dos Estados Unidos em levar Donald Trump a julgamento pelas tentativas de se manter no poder após a derrota eleitoral.

Segundo o jornal, o Brasil vive um processo inédito contra um ex-presidente que tentou sabotar a democracia.


O papel de Alexandre de Moraes

O texto também detalha as medidas do ministro Alexandre de Moraes, incluindo ordens de busca, bloqueios de redes sociais e prisões preventivas. Para o jornal, essas ações foram decisivas para assegurar a transição de governo diante da recusa de Bolsonaro em aceitar a derrota.

O New York Times pondera, porém, que tais medidas levantam um debate legítimo: seriam um risco autoritário ou uma resposta proporcional para salvar a democracia?


Reflexão sobre democracia

O jornal encerra a análise destacando que o Brasil enfrenta “perguntas desconfortáveis” sobre os limites do Judiciário e da própria democracia. Moraes, peça central do processo e alvo dos ataques de Eduardo, recusou-se a dar entrevista ao veículo.

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