Morte de extremista nos EUA mostra como anistia não traz paz, diz Flávio Dino

Segundo o ministro, perdoar crimes contra a democracia não garante paz, mas sim o fortalecimento das instituições.

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital
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Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
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Flávio Dino durante julgamento da trama golpista. Foto: reprodução

O ministro Flávio Dino pediu um aparte à ministra Cármen Lúcia para comentar a repercussão internacional da violência política. Ele citou a morte de Charlie Kirk, ativista conservador dos EUA e aliado de Donald Trump, como exemplo de que anistia não garante pacificação.

“Ontem, anteontem, infelizmente houve um grave crime político. Um jovem, que é de uma posição política aparentemente do lado do atual presidente dos Estados Unidos, mas pouco importa, levou um tiro. E é curioso notar, porque há uma ideia segundo a qual anistia, perdão, é igual a paz. E foi feito perdão nos Estados Unidos. E não há paz”, disse Dino.

O ministro ainda destacou que a verdadeira paz só é alcançada quando as instituições funcionam plenamente:

“O que define a paz que nós sempre devemos buscar não é a existência do esquecimento. Às vezes a paz se obtém pelo funcionamento adequado das instâncias repressivas do Estado”, completou.


Relação com o Brasil

A fala de Dino foi interpretada como uma resposta ao movimento de aliados de Jair Bolsonaro, que defendem anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. O ministro deixou claro que a estabilidade democrática depende da responsabilização judicial, e não do esquecimento de crimes contra o Estado de Direito.


Pressões externas

A declaração também foi lida como recado à pressão do governo Trump, que vem criticando o julgamento no STF. Após gestões do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, a Casa Branca intensificou ataques à Justiça brasileira, alegando cerceamento da liberdade de expressão.


Quem era Charlie Kirk

  • Fundador da Turning Point USA, organização conservadora juvenil criada em 2012.
  • Figura influente dentro do Partido Republicano, com forte aproximação de Donald Trump.
  • Tinha 31 anos e liderava campanhas em universidades contra políticas progressistas.
  • Foi baleado no pescoço durante evento em Utah e não resistiu.

Sua morte teve grande repercussão internacional e foi citada por Dino como exemplo de que violência política persiste mesmo onde houve medidas de perdão.

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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.