Dança das Cadeiras

Lula deve anunciar Guilherme Boulos como novo ministro

Mudança substitui Márcio Macêdo e aproxima governo de movimentos sociais
Guilherme Boulos e Lula - Foto: Ricardo Stuckert
Guilherme Boulos e Lula - Foto: Ricardo Stuckert
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar nos próximos dias o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, em substituição a Márcio Macêdo (PT). A decisão será oficializada após o retorno do presidente de sua viagem aos Estados Unidos, conforme informações de integrantes do governo.

Lula comunicou a mudança a ministros e dirigentes do PT no fim de semana e pediu apoio do partido em Sergipe para fortalecer a candidatura de Macêdo a deputado nas eleições de 2026. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) ficará responsável por coordenar esse esforço.

Estratégia política e social

A escolha de Boulos é interpretada como uma manobra para aproximar o governo de movimentos sociais e da juventude, além de reforçar a atuação do Executivo nas redes sociais diante da ofensiva bolsonarista. A Secretaria-Geral, localizada no Palácio do Planalto, tem papel central na interlocução do governo com esses setores.

Com essa indicação, Lula completa 13 mudanças ministeriais desde o início de seu terceiro mandato. A medida também visa conter a pressão do centrão, que avalia lançar candidatura própria de direita em 2026, e consolidar a base histórica de esquerda para a próxima disputa presidencial.

Boulos retoma protagonismo político

Deputado mais votado por São Paulo em 2022, Boulos terá a oportunidade de recompor seu capital político, fragilizado após a derrota para Ricardo Nunes (MDB) na eleição municipal paulistana. Líder do MTST, ele já contou com apoio direto de Lula em 2020, quando o presidente interveio para garantir o apoio do PT à sua candidatura à prefeitura.

Aliados avaliam que a entrada no ministério coloca Boulos em posição estratégica para o futuro, especialmente à medida que ministros se preparam para concorrer nas eleições de 2026. Estima-se que até 20 titulares deixarão seus cargos, criando espaço limitado para novas indicações.

Além da Secretaria-Geral, Lula também prepara mudanças em outras pastas, incluindo a saída do ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), por exigência de seu partido.

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