O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou nesta terça-feira (23) que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), mentiu ao justificar a não confirmação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como líder da minoria. Segundo Sóstenes, Motta tinha conhecimento da estratégia para manter o mandato de Eduardo, que segue nos Estados Unidos, e que a decisão tomada foi uma surpresa para ele.
“Depois da aplicação de sanção sobre a esposa do Alexandre de Moraes, Motta disse que não poderia mais cumprir comigo o que havia sido conversado. Motta diz que Eduardo nunca o comunicou da sua saída do país, mas existem oito comunicados formais à presidência da Casa”, afirmou o líder do PL.
Recurso à Mesa Diretora
Sóstenes declarou ainda que o partido irá entrar com recurso à Mesa Diretora da Câmara, buscando reverter a decisão e garantir que Eduardo possa assumir a liderança da minoria.
A estratégia da oposição buscava blindar o parlamentar das faltas registradas em plenário, já que ele acumula 23 ausências não justificadas desde julho, número quase duas vezes maior que suas presenças.
O episódio reforça o clima de tensão entre oposição e presidência da Câmara, em meio a manobras regimentais e à controvérsia envolvendo sanções internacionais ligadas a autoridades brasileiras.

