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PF vê conexão de ameaças a Dino e Moraes com milícias digitais

Polícia Federal solicita ao STF vincular ofensas graves contra Flávio Dino ao inquérito de milícias digitais, reforçando a gravidade dos ataques.
Flávio Dino e Alexandre de Moraes - © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico

Jornalista do Diário Carioca.

A Polícia Federal (PF) solicitou, nesta terça-feira (30), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a vinculação das ofensas e ameaças dirigidas ao ministro Flávio Dino ao inquérito das milícias digitais.

A corporação identificou uma forte conexão entre a atuação desses grupos e a notícia-crime apresentada por Dino, que recebeu intimidações graves após seu voto em um julgamento sobre tentativa de golpe.

O pedido visa acelerar a identificação dos responsáveis e coibir a disseminação de mensagens que atentam contra a estabilidade democrática e a conexão de ameaças a Flávio Dino.

A Gravidade das Ameaças e a Ação Orquestrada

O cerne da análise da PF reside na gravidade e na natureza coordenada dos ataques. Mais de 50 publicações em diferentes redes sociais foram compiladas, contendo ameaças nominais contra o ministro Flávio Dino e o delegado Fábio Shor.

Segundo a corporação, a “individualização dos alvos confere maior gravidade e reprovabilidade às condutas”, pois rompe a esfera do debate abstrato e avança para a “concretude persecutória”. Tais atos, além de causar temor real, visam obstaculizar o desempenho independente e imparcial da função pública.

As ameaças se intensificaram imediatamente após o voto de Flávio Dino pela condenação dos réus na ação sobre a tentativa de golpe. O ministro anexou prints que mostram xingamentos, incitação a ataques contra ministros e familiares e estímulo à destruição do prédio do STF.

Dino alertou para o risco de coação no curso do processo e destacou a alusão constante a eventos ocorridos no Nepal, sugerindo uma “ação concertada com caráter de incitação”, um sinal claro de que os ataques não são espontâneos, mas sim orquestrados.

O Vínculo com as Milícias Digitais e Implicações

A sugestão da PF para vincular o caso ao inquérito das milícias digitais é crucial. Esses grupos são conhecidos por operar uma rede organizada de desinformação e ataques coordenados contra instituições democráticas.

Se reconhecida a conexão, o caso será autuado em Petição (PET) específica, permitindo a expedição imediata de ofícios aos provedores de redes sociais. O objetivo é obter rapidamente os dados cadastrais dos perfis e viabilizar a pronta identificação dos responsáveis.

O uso de referências ao cenário de instabilidade no Nepal — onde manifestações contra corrupção e proibições de redes sociais resultaram em violência, mortes e incêndios a prédios públicos — demonstra como narrativas externas são exploradas para incitar a violência política no Brasil. O STF precisa agir com rigor para desmantelar esta rede que busca intimidar o Judiciário e minar a autoridade do Estado.

Para mais análises sobre o STF e o inquérito, acesse /politica

A Defesa da Democracia e a Autoridade Judicial

A solicitação da PF e a denúncia de Flávio Dino reforçam a urgência em combater a atuação das milícias digitais, que representam uma ameaça direta ao Estado Democrático de Direito. A tentativa de silenciar um ministro do STF por meio de ameaças à vida e à integridade física é um ato de terrorismo político. Garantir a segurança dos agentes públicos e a independência do Judiciário é fundamental. A atuação rápida e firme do STF no reconhecimento da conexão de ameaças a Flávio Dino e na punição dos responsáveis é essencial para reafirmar a autoridade e a experiência da justiça brasileira.

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