O senador responsável pelo relatório que embasará a votação no colegiado confirmou seu parecer favorável ao advogado-geral da União, Jorge Messias. A sabatina está marcada para 10 de dezembro, antes da votação final no plenário.
O clima político no Senado segue tenso. Embora haja resistência liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o governo trabalha para garantir os 41 votos necessários à aprovação. Alcolumbre defende o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, aposentado em outubro.
Nos bastidores, a oposição calcula até 60 votos contrários, cenário que pode resultar em uma derrota inédita para uma indicação presidencial ao Supremo desde o século 19. Apesar disso, o presidente Lula da Silva mantém Messias como candidato e intensifica negociações para ampliar sua base no Senado.
A Constituição exige “notório saber jurídico” e “reputação ilibada” para ministros do STF. Weverton Rocha reforça que Messias atende integralmente esses critérios. O indicado tem buscado apoio direto com parlamentares, promovendo encontros para reduzir resistências.
A votação no plenário será decisiva para confirmar se o Planalto supera a articulação contrária e impõe sua escolha no Supremo.
Dados sobre a indicação e votação
| Item | Informação |
|---|---|
| Indicado | Jorge Messias |
| Cargo anterior | Advogado-geral da União |
| Comissão responsável | CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) |
| Relator | Senador Weverton Rocha (PDT-MA) |
| Sabatina | 10 de dezembro de 2025 |
| Votos necessários no Senado | 41 |
| Opositor chave | Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) |
| Nome alternativo | Rodrigo Pacheco (PSD-MG) |

