Tempo Ocioso

Deputada bolsonarista de SC resolve atacar diversidade do Duolingo

Carol de Toni (PL-SC) publicou um vídeo acusando o aplicativo de idiomas de promover a “ideologização da infância” com referências a orientação sexual e identidade de gênero, pedindo classificação etária.
A deputada bolsonarista Carol de Toni (PL) e mascote do Duolingo. Foto: Reprodução
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

A deputada bolsonarista Carol de Toni (PL-SC) publicou nesta quinta-feira (11) um vídeo atacando o aplicativo de idiomas Duolingo. Na postagem, a parlamentar afirma que crianças estariam sendo expostas a exercícios com referências a “pauta LGBT, identidade de gênero e relacionamentos afetivos adultos”. Ela utilizou o termo “ideologização da infância” para classificar a presença desses conteúdos na plataforma.

Segundo a deputada, os exemplos apresentados pelo aplicativo “não têm qualquer relação” com o ensino de verbos, vocabulário e gramática.

Conteúdo Sensível e Falta de Consentimento

No vídeo, Carol de Toni mencionou frases que tratam de orientação sexual e situações familiares, apontando que os exercícios estariam misturados às lições tradicionais “sem consentimento dos pais”.

Frases como “Eu sou gay e não tenho um namorado agora” ou perguntas como “Maria é lésbica?” são usadas no aplicativo como apoio para o aprendizado de idiomas.

A parlamentar afirma que temas como identidade de gênero, orientação sexual e modelos familiares são assuntos que as famílias escolhem apresentar “no tempo certo”. Ela mencionou valores morais, culturais e religiosos como parâmetros utilizados por pais e responsáveis para abordar esses temas com menores. A deputada defende que o aplicativo deveria adotar critérios de classificação etária e mecanismos de controle parental.

Duolingo Defende a Diversidade

No vídeo, Carol também exibiu capturas de tela atribuídas ao próprio Duolingo para sustentar sua argumentação. Entre as frases mostradas, há conteúdos envolvendo personagens gays ou lésbicos e situações que, segundo ela, não estariam relacionadas a exercícios básicos de aprendizagem. A deputada afirmou que o objetivo da cobrança é buscar transparência e delimitação clara sobre o público-alvo da plataforma.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em nota, o Duolingo informou que o propósito da plataforma é ensinar a linguagem do dia a dia e que inclui variedade de personagens e situações para refletir perfis diversos de seus usuários. A companhia reiterou que apoia a diversidade em seu conteúdo.

O Duolingo mantém a classificação indicativa “Livre” nas lojas de aplicativos. A plataforma está disponível em mais de cem países e, no Brasil, oferece cursos de nove idiomas, além de conteúdo voltado para matemática e música.

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