terça-feira, fevereiro 3, 2026
27.3 C
Rio de Janeiro
InícioEstilo de VidaGastronomiaRaphael Vidal leva o boteco carioca ao Uruguai
Diplomacia de Boteco

Raphael Vidal leva o boteco carioca ao Uruguai

Chef que revitalizou a Prainha exporta identidade culinária do Rio como ativo cultural latino-americano.

3 de fevereiro de 2026

Ao atravessar fronteiras com panelas e narrativas, o chef Raphael Vidal transforma a gastronomia carioca em instrumento de diplomacia cultural. No dia 7 de fevereiro, em Punta del Este, durante o Festival Medio y Medio, Vidal apresenta o projeto Comida de Boteco Carioca: Sabores que Contam Histórias, dentro da terceira edição do Hola Rio.

Conhecido por revitalizar o Largo de São Francisco da Prainha e recolocar a zona portuária do Rio no mapa afetivo e turístico da cidade, Vidal construiu uma obra culinária que vai além do prato. À frente de casas como Casa Porto, Bafo da Prainha e Dois de Fevereiro, o chef reposicionou o botequim como espaço de memória, ancestralidade e economia urbana.

GASTRONOMIA

Perspectivas Editoriais

Nota do Editor: Análise de Contexto.
Impacto: Ao levar a comida de boteco para fora do país, Raphael Vidal rompe a lógica folclórica com que a gastronomia popular brasileira costuma ser exportada. O botequim deixa de ser visto como informalidade doméstica e passa a operar como linguagem cultural estruturada, capaz de dialogar com outros territórios urbanos da América Latina.

O cardápio apresentado no Uruguai revisita a cozinha de bar carioca a partir de ingredientes estruturantes da história alimentar brasileira — mandioca, feijão, pimentas, frutos do mar e embutidos — articulando diásporas africanas, heranças indígenas e práticas populares. Cada prato opera como narrativa: comida que conta história e território.

Em 2026, a exportação da gastronomia deixa de ser folclore e passa a ser política cultural. Ao levar o boteco para fora do país, Vidal insere o Rio de Janeiro no circuito latino-americano de cidades que disputam atenção simbólica por meio da comida. Não se trata de “alta gastronomia”, mas de identidade: o botequim como linguagem internacional.

O projeto integra o eixo gastronômico do ¡Hola Rio!, plataforma de internacionalização da cultura fluminense idealizada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. A edição 2026 do programa circula por Argentina, Chile e Uruguai com mais de 160 artistas, reafirmando a cultura como ativo econômico e geopolítico.

Impacto cultural

A comida de boteco deixa de ser consumo local e passa a operar como narrativa exportável do Rio. O gesto reposiciona o carioca como produtor de linguagem cultural, não apenas como cenário turístico.

Impacto econômico

Gastronomia de identidade fortalece cadeias criativas, turismo de experiência e marca territorial. O boteco vira ativo.

Impacto geopolítico

Cidades competem por soft power. Em 2026, comida é política externa informal — e Vidal joga esse jogo.

Impacto simbólico

O Rio fala com a América Latina de igual para igual, sem exotização.

O que monitorar

Parcerias internacionais, circulação do projeto, institucionalização do modelo.

  1. O que é o projeto apresentado por Vidal?
    Uma releitura da comida de boteco carioca como narrativa cultural.
  2. Onde ocorre a apresentação?
    Em Punta del Este, no Festival Medio y Medio.
  3. Qual o papel do ¡Hola Rio!?
    Internacionalizar a cultura fluminense.
  4. Há chefs locais envolvidos?
    Sim, há criação conjunta com chefs uruguaios.
  5. Por que isso importa em 2026?
    Porque cultura virou ativo estratégico.
Parimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_online

Mais Notícias

Mais Lidas