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PF prende ex-presidente do Rioprevidência, indicado de Castro

Deivis Antunes é acusado de gestão fraudulenta e obstrução de justiça

3 de fevereiro de 2026

A prisão de Deivis Marcon Antunes, indicado por Cláudio Castro, não é apenas o capítulo policial de uma terça-feira comum; é a confirmação de que o Rioprevidência foi transformado em um cassino financeiro com o dinheiro de quem trabalhou a vida inteira. Interceptado em Itatiaia após fugir para os Estados Unidos, Antunes simboliza o colapso moral de uma gestão que apostou quase R$ 1 bilhão em títulos de alto risco de um banco que, hoje, agoniza em liquidação extrajudicial. A justiça tardou dez dias desde a renúncia, mas a interceptação da PRF coloca um ponto final na tentativa de transformar as aposentadorias fluminenses em pó.

A Rota de Fuga Interrompida A liberdade de Deivis Marcon Antunes terminou no quilômetro zero de sua volta ao solo fluminense. Após desembarcar no Aeroporto de Guarulhos vindo do exterior, o ex-gestor acreditou que o trajeto terrestre entre São Paulo e Rio de Janeiro seria seguro sob o radar. Foi um erro de cálculo elementar. A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) montaram o cerco em Itatiaia, no Sul do Estado, executando o mandado de prisão temporária expedido pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio.

A segunda fase da Operação Barco de Papel foca naquilo que o jornalismo sério já alertava: a destruição de provas. Os mandados de hoje foram fundamentados em indícios claros de obstrução das investigações. Na primeira fase, documentos foram retirados ilegalmente do imóvel de Antunes e veículos de luxo foram transferidos às pressas para laranjas. A elite burocrática do estado, quando acuada, recorre aos métodos mais arcaicos de ocultação patrimonial.

O Bilhão no Banco Master: O Risco de 235 Mil Vidas O cerne do escândalo reside na temeridade financeira. Sob o comando de Antunes, o Rioprevidência aportou R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master entre 2023 e 2024. Para o leitor leigo, o termo “Letra Financeira” soa técnico, mas no mercado real de 2026, essas aplicações em instituições insolventes são sentenças de morte para fundos públicos. O Banco Master, que já estava sob intervenção e agora encontra-se em liquidação extrajudicial pelo Banco Central, serviu de dreno para o patrimônio da autarquia.

Essas aplicações não possuem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Ou seja, o risco era total e o benefício, inexistente para o servidor. São 235 mil famílias que hoje olham para o extrato previdenciário e veem o espectro da insolvência. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) já havia emitido alertas e proibições em 2025, solenemente ignorados por uma diretoria que parecia trabalhar para o banco, e não para o Estado.

Geopolítica do Crime de Colarinho Branco A fraude no Rioprevidência não ocorre no vácuo. Em 2026, assistimos a uma sofisticação dos esquemas de lavagem de dinheiro que utilizam bancos de médio porte para “limpar” recursos públicos através de títulos de dívida privada. A conexão com o conglomerado de Daniel Vorcaro e as movimentações entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina sugerem uma rede de influência que ultrapassa as fronteiras fluminenses.

A prisão de Antunes é um recado ao mercado financeiro: o tempo da complacência com o risco sistêmico provocado por corrupção acabou. A Polícia Federal agora busca os outros dois alvos foragidos, cujos nomes permanecem sob sigilo para não prejudicar as buscas. O “Barco de Papel” começou a afundar e está levando consigo a reputação de quem achou que o Rioprevidência era um fundo particular de investimentos escusos.

1. Por que Deivis Marcon Antunes foi preso? Ele foi preso sob acusação de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro, corrupção e, especificamente nesta fase, por obstrução de investigações e ocultação de provas.

2. Qual o papel do Banco Master neste escândalo? O Rioprevidência investiu quase R$ 1 bilhão em títulos de alto risco (Letras Financeiras) do Banco Master, que agora está em liquidação extrajudicial por fraude e insolvência.

3. O que é a Operação Barco de Papel? É uma investigação da PF que apura fraudes bilionárias no fundo de previdência dos servidores do Rio de Janeiro envolvendo investimentos irregulares em bancos privados.

4. Quantas pessoas são afetadas pela fraude no Rioprevidência? Aproximadamente 235 mil servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro, entre aposentados, pensionistas e ativos.

5. Qual a situação atual do Banco Master? O Banco Master está em processo de liquidação extrajudicial desde novembro, após o Banco Central detectar suspeitas de fraude, créditos falsos e lavagem de dinheiro.

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