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Netflix no alvo do movimento MAGA: Ted Sarandos defende compra da Warner Bros. Discovery em audiência marcada por críticas à “cultura woke”

Enquanto o co-CEO tenta provar que a aquisição de US$ 83 bilhões não fere a concorrência, senadores conservadores focam em ataques ideológicos e acusam a plataforma de promover propaganda progressista.

4 de fevereiro de 2026

O que deveria ser um debate técnico sobre leis antitruste e monopólio transformou-se em um palanque de guerra cultural. Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, enfrentou o Senado dos EUA nesta terça-feira (3) para defender a aquisição dos ativos de streaming e estúdios da Warner Bros. Discovery. No entanto, a pauta econômica foi ofuscada por questionamentos agressivos de senadores conservadores que ecoam a retórica do movimento MAGA. Senadores como Eric Schmitt e Josh Hawley acusaram a gigante do streaming de ser uma ferramenta de “doutrinação woke” e de promover “ideologia de gênero” em sua programação infantil.

Sarandos rebateu as críticas de forma enfática, afirmando que a Netflix não possui agenda política e que seu catálogo é desenhado para refletir a diversidade de gostos de uma audiência global. O senador Josh Hawley, sem citar fontes oficiais, alegou que metade da programação para menores continha “material sexualizado”, baseando-se em relatórios de institutos conservadores como a Heritage Foundation. Em outra frente, o senador Ted Cruz classificou a empresa como um “braço de esquerda”, citando o acordo de produção com Barack e Michelle Obama como prova de um suposto viés propagandístico.

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Perspectivas Editoriais

Nota do Editor: Análise de Contexto.
Impacto: O resultado desta fusão ditará o futuro do entretenimento global. Se o bloqueio ocorrer por motivos ideológicos, abrirá uma nova era de censura econômica, onde empresas de mídia precisarão moldar seus catálogos para agradar ao governo de turno para poderem crescer.
O resultado desta fusão ditará o futuro do entretenimento global. Se o bloqueio ocorrer por motivos ideológicos, abrirá uma nova era de censura econômica, onde empresas de mídia precisarão moldar seus catálogos para agradar ao governo de turno para poderem crescer.

Apesar do ruído ideológico, a Netflix trouxe concessões estratégicas para tentar facilitar a aprovação do negócio. A empresa prometeu uma janela exclusiva de 45 dias nos cinemas para suas grandes produções, um aceno importante para a indústria exibidora e para os reguladores que temem o sufocamento das salas físicas pelo streaming. A fusão criaria o maior titã de conteúdo do planeta, mas o caminho até a aprovação final parece cada vez mais obstruído por uma narrativa política que transcende os números e atinge o coração dos valores conservadores americanos no governo Trump.

Takeaways:

  • Netflix busca adquirir Warner Bros. Discovery por US$ 83 bilhões.
  • Senadores republicanos acusam a plataforma de promover “ideologia woke”.
  • Ted Sarandos nega viés político e defende a pluralidade do catálogo.
  • Empresa promete 45 dias de janela em cinemas para acalmar o mercado.

Fatos-chave:

  • Ted Sarandos e Bruce Campbell (WBD) testemunharam na subcomissão do Judiciário do Senado.
  • Influenciadores MAGA pressionam Donald Trump para bloquear o negócio.
  • A CNN, pertencente à Warner Bros. Discovery, não faz parte da transação.
  • A Heritage Foundation publicou relatório alegando “engenharia social” pela Netflix.

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