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Expulsão Velada

Com apoio de Michelle, Carol de Toni rompe com o PL após escolha de Carluxo pro Senado

Acordo estratégico com o PP de Esperidião Amin e clã Bolsonaro isola deputada mais votada de Santa Catarina

4 de fevereiro de 2026

A geopolítica interna do bolsonarismo sofreu um abalo estrutural nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026. A deputada federal Caroline de Toni, expoente da ala ideológica e recordista de votos em Santa Catarina, sinalizou sua saída do Partido Liberal (PL). O estopim foi o veto explícito de Valdemar Costa Neto à sua pré-candidatura ao Senado, em uma manobra que sacrifica quadros orgânicos em favor de um acordo dinástico que reserva a vaga para o vereador carioca Carlos Bolsonaro e mantém a aliança histórica com o veterano Esperidião Amin (PP).

A Engenharia Política de Valdemar Costa Neto

O “Efeito Borboleta” da saída de De Toni revela as prioridades de Valdemar para as eleições de 2026: estabilidade com o Centrão e lealdade absoluta ao clã Bolsonaro. Ao selar o apoio à reeleição de Amin, o PL garante a reciprocidade de Ciro Nogueira (PP) em nível nacional. No entanto, ao impor Carlos Bolsonaro em um estado onde ele não possui base territorial orgânica, o partido flerta com o descontentamento de lideranças locais que veem o “paraquedismo” político como uma afronta à autonomia de Santa Catarina. Para Valdemar, o cálculo é matemático; para De Toni, é uma traição de princípios.

Michelle Bolsonaro e o Papel de Mediadora ou Rebelde?

O apoio público de Michelle Bolsonaro a Carol de Toni introduz um elemento de fricção inédito no PL Mulher. Ao publicar imagens com a deputada e afirmar “estaremos com você”, a ex-primeira-dama não apenas conforta uma aliada, mas marca uma posição divergente da cúpula partidária. Em 2026, Michelle emerge como uma força política que não hesita em desafiar as canetadas de Valdemar, criando um polo de poder paralelo que pode servir de refúgio para parlamentares preteridos pela “cozinha” do partido.

Carlos Bolsonaro: O Desafio da Territorialidade

A transferência da base política de Carlos Bolsonaro do Rio de Janeiro para Santa Catarina é o movimento mais arriscado da família Bolsonaro em 2026. Embora o estado seja o maior reduto bolsonarista do país, a substituição de uma liderança local como De Toni por um nome vindo de fora testa os limites da fidelidade do eleitor catarinense. A estratégia visa garantir um foro privilegiado robusto para o filho “02” do ex-presidente, mas o custo pode ser a desidratação de chapas legislativas que dependiam do fôlego eleitoral de Carol de Toni.

Jorginho Mello e o Dilema do Governador

No centro desse furacão está o governador Jorginho Mello. Fiel escudeiro de Jair Bolsonaro, Jorginho tenta equilibrar a necessidade de manter o partido unido em seu estado com as ordens que vêm de Brasília. A saída de De Toni fragiliza a base governista na Câmara Federal e abre espaço para que partidos como o Novo ou o União Brasil tentem atrair a deputada, oferecendo-lhe a legenda para o Senado que o PL lhe negou. Em 2026, a fragmentação da direita em Santa Catarina pode beneficiar nomes do centro ou até da esquerda em uma disputa pulverizada.

O Futuro da Direita Ideológica em 2026

O caso de Carol de Toni é sintomático de uma mudança de fase no bolsonarismo. Se entre 2018 e 2022 a ideologia era o motor principal, em 2026 o pragmatismo partidário e a sobrevivência jurídica da família Bolsonaro assumiram o volante. A saída de quadros técnicos e leais em favor de acordos de cúpula sinaliza que o PL está se transformando em um partido tradicional de aluguel, onde a proximidade com o líder máximo vale mais do que o desempenho nas urnas. O destino de De Toni será o termômetro para saber se há vida política para a direita fora do guarda-chuva de Valdemar Costa Neto.

Takeaways:

  • Carol de Toni deixa o PL por falta de legenda para o Senado em Santa Catarina.
  • Valdemar Costa Neto priorizou Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin nas duas vagas estaduais.
  • Michelle Bolsonaro declarou apoio público à deputada, contrariando a decisão da cúpula.
  • O acordo envolve a manutenção da aliança nacional entre o PL e o PP de Ciro Nogueira.

Fatos-chave:

  • Protagonista: Deputada Federal Caroline de Toni (SC).
  • Motivo da saída: Acordo para lançar Carlos Bolsonaro ao Senado.
  • Outro beneficiário: Senador Esperidião Amin (PP), que busca reeleição.
  • Posição de Jair Bolsonaro: Respaldo total à candidatura do filho “02”.
  • Data do anúncio: 4 de fevereiro de 2026.
  • Impacto regional: Risco de racha na direita catarinense e perda de votos para o PL.
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