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Rede de Intrigas

PF investiga “Esgotosfera”: Mesma rede de influência serviu a Vorcaro, Nikolas, Tarcísio e Bolsonaros

Inquérito da Polícia Federal aponta que agências de marketing digital e "bets" de Gusttavo Lima e aliados de Ciro Nogueira financiaram ecossistema de fake news para atacar o Banco Central e turbinar pré-candidaturas da extrema direita.

30 de janeiro de 2026

A Polícia Federal deflagrou uma investigação que promete abalar as estruturas do marketing político e do mercado financeiro brasileiro. Um inquérito formal apura a existência de uma sofisticada teia de “influenciadores de aluguel” e sites de fofoca — a chamada “esgotosfera” — operada pelas agências Qualimedia e Eleven.

O esquema, semelhantes aos do Gabinete do ódio que nos últimos tempos tem voltado suas baterias contra o Jornal Diário Carioca em suas redes sociais, por expor as mazelas da extrema direita brasileira, teria sido utilizado para uma finalidade dupla: blindar o empresário Daniel Vorcaro (ex-Banco Master) com ataques coordenados ao Banco Central e ao STF, enquanto simultaneamente promovia as figuras de Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira e a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

O “Projeto DV” e a ofensiva contra o Banco Central

No centro da investigação está o chamado “Projeto DV” (Daniel Vorcaro). Segundo a PF, perfis de alto alcance como @alfinetei, @futrikei e @otariano, que somam mais de 70 milhões de seguidores, foram acionados entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 para disseminar críticas à liquidação do Banco Master. A estratégia consistia em atacar o diretor de normas do BC, Renato Gomes, e o ministro Alexandre de Moraes, tentando rotular a ação técnica da autoridade monetária como um “plano arquitetado” pelo banqueiro André Esteves (BTG). No Diário Carioca, compreendemos que essa tentativa de manipular a opinião pública sobre a higidez do sistema financeiro é um atentado direto à segurança jurídica do país, podendo levar Vorcaro de volta à prisão por obstrução de justiça.

Marketing político e a “firmeza” de Tarcísio

Enquanto atacavam as instituições republicanas, a mesma rede de influenciadores era irrigada com recursos para construir uma imagem de eficiência para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Postagens sobre a redução do IPVA e a suposta “firmeza” contra a Enel foram detectadas pelos investigadores. O elo financeiro passaria pela agência Banca Digital, de Felipe Filipelli, e pela empresa Lorena Magazine, que teria custeado publicações elogiosas sobre obras no Rodoanel. A PF investiga se verbas de publicidade pública foram desviadas ou se houve caixa dois para sustentar esse ecossistema de adulação digital.

As “Bets” como trens-pagadores do esquema

O capítulo mais explosivo do inquérito envolve o financiamento por meio de casas de apostas online. A PF identificou que a VaiDeBet (controlada pelo cantor Gusttavo Lima) e a 7GamesBet (ligada a operadores próximos ao senador Ciro Nogueira) teriam viabilizado recursos para o pagamento das postagens. Esse fluxo financeiro uniria o mundo do entretenimento, o jogo de azar e a política partidária em um “zoológico virtual” de fake news. Além disso, a rede foi utilizada para inflar a “caminhada da insensatez” de Nikolas Ferreira e pavimentar a imagem de Flávio Bolsonaro como sucessor natural do espólio político do pai, atualmente preso por tentativa de golpe.

Impacto institucional e o cerco à Mynd8 e Qualimedia

Agências de peso como a Mynd8 e a Qualimedia — esta última responsável por auditar audiências para governos — estão sob a lupa da PF. A investigação aponta que a Qualimedia servia como “chanceladora” de portais tóxicos para que recebessem verbas publicitárias oficiais. Caso a conexão financeira entre o fundo Duke (de Vorcaro) e o pagamento de ataques a autoridades seja confirmada, o cenário jurídico para os envolvidos será de insolvência moral e criminal. A democracia brasileira enfrenta, em 2026, seu maior desafio técnico: desmantelar um modelo de negócio que transformou o engajamento digital em mercadoria de destruição institucional.

Com informações de Luís Costa Pinto, do ICL Notícias

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