
A temperatura nos bastidores da direita brasileira atingiu níveis de ebulição na noite desta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026. Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, utilizou suas redes sociais para disparar uma acusação gravíssima contra sua madrasta, Michelle Bolsonaro. Em uma postagem enigmática, mas agressiva, o agora dirigente do PL em Santa Catarina sugeriu que Michelle estaria sendo financiada por terceiros — as chamadas “verdinhas”, gíria para dólares — para medir forças com o marido, que permanece preso em Brasília.
O “Efeito Borboleta” da Sucessão no PL
O racha, que antes se limitava a indiretas sobre a sucessão de 2026, agora assume contornos de conspiração financeira. Carlos Bolsonaro sustenta que a movimentação de Michelle não é um projeto pessoal isolado, mas parte de um tabuleiro maior onde o alvo final seria o próprio Jair Bolsonaro. Para o Diário Carioca, esse movimento sinaliza a implosão da unidade bolsonarista: enquanto Michelle se consolida como a “face limpa” do movimento para atrair o eleitorado feminino e moderado, a ala ideológica liderada por Carlos vê nela uma ameaça à linhagem direta de sucessão.
“Verdinhas”: A Sugestão de Financiamento Externo
O uso do termo “verdinhas coincidências” por Carlos Bolsonaro é uma acusação direta de que Michelle recebe apoio financeiro, possivelmente de setores que desejam ver Jair Bolsonaro isolado politicamente. Em 2026, a disputa pelo controle do fundo partidário e das doações de campanha do PL — o maior partido do país — é o combustível desse conflito. Carlos, que foi recentemente ungido como o nome do partido para o Senado por Santa Catarina (sacrificando Carol de Toni), parece disposto a tudo para impedir que a madrasta assuma o protagonismo da direita.
O Palco do X: De 16 de Janeiro a Fevereiro
Carlos resgatou uma postagem sua de meados de janeiro para reiterar que a guerra de forças nunca foi contra os filhos, mas sim uma estratégia dissimulada contra o pai. Segundo ele, o que antes eram apenas “insinuações de bastidores” agora são “fatos escancarados”. Esta escalada verbal ocorre no momento em que Jair Bolsonaro, mesmo preso, tenta manter a coesão de sua base. A exposição pública dessa fratura doméstica indica que os canais de diálogo familiar foram rompidos, transformando as redes sociais no principal tribunal dessa disputa sucessória.
Michelle Bolsonaro: Entre o Apoio e a Suspeição
Enquanto Carlos ataca, Michelle Bolsonaro mantém uma agenda intensa de viagens e postagens de apoio a lideranças preteridas pelo comando do PL, como foi visto no caso de Carol de Toni. Esse ativismo de Michelle é lido por Carlos como uma tentativa de “medir forças” com a autoridade de Jair. No entanto, para analistas políticos, a postura de Michelle pode ser a única via de sobrevivência eleitoral para o bolsonarismo em 2026, dada a alta rejeição dos filhos do ex-presidente em certos estratos da população.
Geopolítica do PL em Santa Catarina
A nomeação de Carlos Bolsonaro para o diretório catarinense foi o primeiro passo de uma estratégia de territorialização. Ao sugerir que Michelle recebe dinheiro para atacar a família, Carlos tenta blindar sua nova base eleitoral de qualquer influência da madrasta. Em 2026, Santa Catarina será o laboratório desse embate: um estado conservador que terá de escolher entre a “linhagem de sangue” representada por Carlos e o “pragmatismo carismático” de Michelle, que conta com o respaldo silencioso de Valdemar Costa Neto.
Takeaways:
- Carlos Bolsonaro sugeriu que Michelle recebe dinheiro (“verdinhas”) para confrontar Jair Bolsonaro.
- O filho “02” afirma que o objetivo da madrasta é medir forças com o próprio marido.
- A acusação intensifica o racha no PL entre a ala ideológica e a ala ligada à ex-primeira-dama.
- Carlos resgatou postagens antigas para provar que a “estratégia” de Michelle é reiterada.
Fatos-chave:
- Autor da postagem: Carlos Bolsonaro (PL-SC).
- Alvo: Michelle Bolsonaro (Presidente do PL Mulher).
- Plataforma: Rede social X (antigo Twitter).
- Data: 4 de fevereiro de 2026.
- Termo polêmico: “Verdinhas coincidências no tabuleiro”.
- Contexto: Disputa pelo controle do PL e sucessão de Jair Bolsonaro (preso).





