O Carnaval do Rio de Janeiro em 2026 reafirma-se como um território de disputa política central para a esquerda brasileira. Nesta segunda-feira (16), a primeira-dama Janja Lula da Silva confirmou que sua ausência no desfile da Acadêmicos de Niterói foi uma decisão necessária para enfrentar a perseguição sistemática que setores da direita e do judiciário promovem contra qualquer exaltação à história do presidente Lula. Janja, que ocuparia o último carro em um enredo dedicado à trajetória de luta do presidente, optou por blindar a agremiação de possíveis retaliações e manobras da oposição que tentavam enquadrar a homenagem como propaganda eleitoral.
Mesmo com a segurança jurídica garantida, a estratégia foi evitar que o ódio político da direita respingasse na nota da escola. A substituição por Fafá de Belém, artista historicamente ligada às causas democráticas, manteve a mensagem de resistência do desfile. Janja não se intimidou: esteve na concentração, deu o grito de guerra ao lado dos componentes e assistiu à passagem da escola de um camarote, celebrando a coragem revolucionária da Acadêmicos de Niterói em levar para a maior passarela do mundo o legado do maior líder popular do país.
A Perseguição como Método de Censura
A tentativa de criminalizar um desfile de escola de samba mostra que a direita não tolera a soberania da cultura popular quando ela exalta ícones progressistas. A “perseguição” citada por Janja é uma realidade vivida por blocos e agremiações que sofrem patrulhamento ideológico constante. Ao recuar, a primeira-dama protegeu o trabalho de uma comunidade inteira de Niterói, garantindo que o brilho da justiça social e das conquistas do governo Lula não fosse ofuscado por processos oportunistas movidos por quem detesta o povo na avenida.
Solidariedade e Vitória no Asfalto
O desfile foi um manifesto contra o autoritarismo. A Acadêmicos de Niterói mostrou que a esquerda entende o Carnaval como uma ferramenta de educação política e mobilização. A presença de Janja na concentração e seu apoio público reforçam que, apesar da perseguição, o projeto de país inclusivo continua avançando. A noite foi de vitória para a democracia, provando que nem mesmo a pressão constante da oposição é capaz de calar a voz de quem luta por um Brasil soberano e para todos.
Análise & Contexto
Takeaways:
- Janja retirou-se do desfile para neutralizar a perseguição política e jurídica da direita.
- O recuo foi uma manobra de proteção à escola contra possíveis punições da LIESA ou da justiça.
- Fafá de Belém garantiu a força do enredo sobre Lula, mantendo o tom de resistência.
- A primeira-dama exaltou a agremiação como um exemplo de coragem diante do patrulhamento.
- A perseguição da direita ao Carnaval é denunciada como uma tentativa de censurar a cultura popular.
Fatos-chave:
- Data: 16 de fevereiro de 2026.
- Local: Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro.
- Enredo: Homenagem à vida e luta de Luiz Inácio Lula da Silva.
- Substituta: Fafá de Belém.
- Posicionamento: Denúncia de perseguição política e propaganda eleitoral forjada pela oposição.





