Um Gênio

Roger Waters critica EUA e defende soberania da Venezuela

Músico acusa Washington de usar narrativa antidrogas para justificar pressão militar sobre Caracas.
Roger Waters no palco da turnê "Us + them" Foto: Divulgação
Roger Waters no palco da turnê "Us + them" Foto: Divulgação
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O músico britânico e cofundador do Pink Floyd, Roger Waters, denunciou neste domingo (31) a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela, classificando as ações como “táticas imperialistas neoliberais”.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Waters afirmou que Washington manipula a narrativa da luta antidrogas para justificar uma escalada militar na região.

Segundo o artista, os EUA enviaram aviões de combate e submarinos nucleares ao mar do Caribe, configurando uma “guerra psicológica contra o povo venezuelano” com o objetivo de fragilizar o governo de Nicolás Maduro e promover mudanças políticas forçadas.

Críticas a acusações de tráfico

Waters também contestou declarações do secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, que associava Maduro ao suposto “Cartel de los Soles”. O músico classificou essas alegações como “mentiras inventadas”, destacando que o presidente colombiano Gustavo Petro já havia questionado a existência de tal organização.

Motivações estratégicas

Para Waters, a política de Washington está diretamente ligada ao controle das reservas de petróleo e outras riquezas da Venezuela. O músico destacou ainda a resistência do povo venezuelano diante da pressão externa, agradecendo à população local por manter a soberania frente ao que considera uma ofensiva hegemônica global.

Repercussão e contexto

A declaração de Roger Waters se insere em um contexto de tensões crescentes na América Latina, em que os EUA intensificam operações militares e diplomáticas em países com governos que desafiam sua influência. Organizações internacionais de direitos humanos têm monitorado a situação, alertando para riscos de escalada militar e para impactos humanitários.

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