Nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, a engrenagem da assistência social brasileira retoma seu fluxo para mais de 18 milhões de lares.
A Caixa Econômica Federal libera o pagamento do Bolsa Família para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 6, consolidando o cronograma da primeira “folha” de pagamentos do ano.
Para o trabalhador que equilibra o orçamento doméstico contra a carestia, o benefício não é uma simples transferência, mas o alicerce da segurança alimentar em um cenário de desigualdade persistente.
O modelo de 2026 mantém a sofisticação da proteção por composição familiar.
Além do valor base de R$ 600, o programa injeta recursos específicos onde a vulnerabilidade é maior: o Benefício Primeira Infância garante R$ 150 adicionais para cada criança de até 6 anos, enquanto o Benefício Variável Familiar destina R$ 50 para gestantes, nutrizes e jovens de 7 a 18 anos incompletos.
Na prática, o valor médio do repasse neste mês saltou para R$ 697,77, um fôlego financeiro que movimenta as economias locais, das lotéricas aos pequenos comércios.
Contudo, a manutenção do direito exige rigor pedagógico. O Diário Carioca alerta: o Bolsa Família é um pacto de cidadania.
Para não ter o benefício bloqueado, as famílias devem cumprir as condicionalidades de saúde — como o pré-natal e a vacinação em dia — e educação, com frequência escolar mínima de 60% para crianças de 4 a 6 anos e 75% para jovens até 18 anos.
Em um mundo que exige qualificação, a escola é a porta de saída da pobreza, e o Bolsa Família é a chave que mantém essa porta aberta.

