Justiça Justa

Justiça dos EUA decide que Google mantém monopólio ilegal

Empresa enfrenta terceira derrota seguida em ações antitruste
Justiça dos EUA decide que Google mantém monopólio ilegal em anúncios; decisão pode provocar mudanças nas operações digitais da empresa.
Wikimedia Commons
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Virgínia – A Justiça dos Estados Unidos concluiu que o Google criou um monopólio ilegal no setor de anúncios online. A decisão partiu de um juiz federal da Virgínia e atende ao pedido do Departamento de Justiça norte-americano.

A condenação representa uma das mais significativas ações contra o domínio digital da empresa e pode transformar a forma como sites e plataformas operam financeiramente.

Terceira derrota do Google em casos antitruste

Essa é a segunda vitória recente do governo dos EUA contra o Google por violações à lei antitruste. Em dezembro de 2023, um júri federal já havia decidido contra a empresa ao considerar que sua loja de aplicativos também mantinha práticas monopolistas.

Com a nova sentença, o Google soma agora três condenações em processos antitruste.

Publicidade online na mira da Justiça

A acusação afirma que o Google usou seu poder de mercado para dominar o setor de publicidade digital, prejudicando concorrentes e limitando a competição justa na internet.

Segundo o processo, a empresa teria criado estruturas que impedem anunciantes e sites de utilizar serviços de outros fornecedores.

Mudanças estruturais podem acontecer

Especialistas afirmam que o impacto da decisão pode ser grande, pois envolve o núcleo da geração de receita do Google: os anúncios online.

Portanto, a Justiça poderá impor sanções estruturais, forçando mudanças nas operações da empresa.

Processos no Reino Unido e novos desafios

Além das ações nos Estados Unidos, o Google enfrenta um processo de US$ 6,6 bilhões no Reino Unido, também relacionado a sua atuação no setor de publicidade digital.

A empresa ainda não comentou a sentença nos EUA, mas recursos devem ser apresentados nos próximos meses.

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