Trégua de Páscoa

Putin anuncia trégua na guerra contra Ucrânia

Cessar-fogo até segunda testa intenção de paz de Zelensky
Vladimir Putin
Vladimir Putin - Foto: Kremlin.ru
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Moscou
O presidente Vladimir Putin declarou neste sábado (19) uma trégua temporária nas ofensivas militares contra a Ucrânia. O cessar-fogo, chamado pelo Kremlin de “trégua de Páscoa”, começou às 18h no horário local e vai até a meia-noite de segunda-feira (21).

Segundo Putin, o objetivo da pausa é respeitar a Páscoa ortodoxa, uma data religiosa relevante para russos e ucranianos. A trégua só será mantida se houver reciprocidade de Kiev, que ainda não se manifestou oficialmente.

Pausa militar depende de resposta ucraniana

O anúncio foi feito pelo canal oficial do Kremlin no Telegram. Putin afirmou: “Ordenei a suspensão de todas as ações militares durante o período”. A ordem busca criar uma oportunidade para uma possível reabertura de negociações diplomáticas.

Contudo, o presidente russo alertou para possíveis violações. “Nossas tropas devem estar prontas para responder a provocações”, afirmou. Para ele, o comportamento da Ucrânia diante da trégua será um teste de boa-fé do governo de Volodymyr Zelensky.

Foco em saída diplomática

Putin destacou que a adesão da Ucrânia ao cessar-fogo mostrará se o país está disposto a negociar. “A reação da Ucrânia mostrará o quão sincera é sua capacidade e desejo de participar das negociações de paz”, declarou.

Portanto, o gesto russo busca medir a abertura do governo ucraniano para um possível diálogo. A declaração ocorre após reunião entre Putin e Valery Gerasimov, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, para avaliar a situação nas linhas de frente.

Repercussão ainda indefinida

Até o momento, Kiev não comentou publicamente a proposta de trégua. Autoridades ocidentais e organismos internacionais também não se pronunciaram sobre a decisão de Moscou.

A trégua de Páscoa coincide com um momento de escalada no conflito e aumento da pressão internacional por uma saída negociada. No entanto, o histórico de confrontos durante cessar-fogos anteriores deixa dúvidas sobre a eficácia da medida.

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