“Começa a batalha”: líder do Irã lança ameaça direta

Aiatolá Ali Khamenei convoca confronto em meio à escalada com Israel e acende alerta global sobre guerra no Oriente Médio
Foto: Reprodução @Khamenei_fa
Foto: Reprodução @Khamenei_fa
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

17 de junho de 2025, Teerã e Tel Aviv — A tensão no Oriente Médio escalou a níveis alarmantes. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou publicamente que “em nome do nobre Haidar, começa a batalha”, em meio ao agravamento do confronto direto com Israel.

A frase, publicada na rede X, reverberou em todo o mundo. Haidar é uma referência histórica a Ali ibn Abi Talib, considerado pelos muçulmanos xiitas o primeiro imã e sucessor legítimo do profeta Maomé. O termo, carregado de simbolismo, é frequentemente associado à coragem e à guerra santa.

Enquanto isso, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã alertou diretamente os moradores de Tel Aviv e Haifa, em Israel, para que deixem suas casas, antecipando o que chamou de uma “operação punitiva”. O tom das ameaças reflete o risco real de uma escalada sem precedentes na região.

Mísseis cruzam os céus e o medo se espalha

Na manhã desta terça-feira (17), os sistemas de defesa de Israel detectaram mísseis disparados do território iraniano. Apesar do alarme generalizado, não foram registrados impactos nem intercepções confirmadas. Poucos minutos após os alertas, a população foi liberada para sair dos abrigos de proteção.

Raízes da escalada: ataque ao programa nuclear

A nova rodada de hostilidades teve início na sexta-feira (13), quando forças israelenses lançaram uma ofensiva estratégica contra instalações ligadas ao programa nuclear iraniano, além de alvos militares de alto escalão no país persa.

Em resposta, Teerã iniciou uma retaliação quase imediata, ampliando o risco de um conflito aberto que poderia envolver não apenas os dois países, mas também atores regionais e potências globais.

Contagem de mortos cresce

Até o momento, mais de 200 pessoas já perderam a vida desde o início da ofensiva. As vítimas se acumulam dos dois lados da fronteira invisível que separa Irã e Israel, reacendendo o debate sobre os custos humanos de mais uma guerra no Oriente Médio.

Israel mira o programa nuclear iraniano

Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), o objetivo declarado dos ataques é impedir o avanço do programa nuclear iraniano, considerado por Tel Aviv uma ameaça existencial. O governo israelense sustenta que o Irã busca, de forma velada, desenvolver armamento nuclear — algo que Teerã nega oficialmente.

Por trás da ofensiva, está uma equação geopolítica delicada, na qual segurança nacional, hegemonia regional e interesses econômicos se entrelaçam em uma teia difícil de desfazer.

O mundo observa, mas não age

Com a escalada, cresce a pressão sobre organismos internacionais e potências como Estados Unidos, Rússia e China, que até aqui evitam envolvimento direto, mas monitoram atentamente o desenrolar dos acontecimentos.

O temor de um colapso diplomático na região e de uma guerra que ultrapasse fronteiras é palpável.


O Carioca Esclarece

O uso da expressão “em nome do nobre Haidar” tem profundo significado religioso no xiismo e é frequentemente associado a convocações simbólicas para resistência, combate ou defesa.


Entenda o Caso

Por que o líder do Irã falou “começa a batalha”?
A frase tem forte carga religiosa e simbólica. É uma declaração de confronto, sinalizando que o país se considera em guerra aberta contra Israel.

Há risco real de uma guerra ampla no Oriente Médio?
Sim. A escalada atual é uma das mais graves dos últimos anos, com trocas diretas de mísseis e ameaças públicas de ataques em larga escala.

O que Israel busca com os ataques?
O governo de Israel afirma que seu objetivo é interromper o desenvolvimento do programa nuclear iraniano, considerado uma ameaça direta à sua existência.


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