Líder do Irã rejeita rendição e Trump provoca: “Boa sorte”

Aiatolá Khamenei promete retaliação devastadora se os EUA entrarem no conflito. Trump reage com desprezo e ameaça militar.
Aiatolá Ali Khamenei
Aiatolá Ali Khamenei - Wikimeedia Commons
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

18 de junho de 2025 – Washington (EUA) — A escalada do conflito no Oriente Médio ganhou novos contornos nesta quarta-feira, quando o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, rejeitou qualquer possibilidade de rendição diante das ofensivas israelenses e da pressão dos Estados Unidos.

Ao ser questionado sobre a declaração do líder iraniano, o ex-presidente americano Donald Trump, em pronunciamento na Casa Branca, respondeu de forma seca e irônica: “Boa sorte”.

A provocação veio acompanhada de uma ameaça explícita. Trump, que tem se mostrado cada vez mais favorável ao uso de força militar, afirmou: “Nossa paciência já acabou. É exatamente por isso que estamos fazendo o que estamos fazendo”, em referência às movimentações militares dos EUA na região.

Rumo ao ponto de não retorno

O tom belicista adotado pelos dois lados reflete um cenário de iminente expansão da guerra entre Israel e Irã, com os Estados Unidos atuando como fiador militar do governo israelense.

Apesar de acenar, de forma tímida, que “nada é tarde demais para uma solução diplomática”, as ações e declarações de Trump indicam que essa alternativa está, na prática, fora da mesa.

Segundo o próprio ex-presidente, ele mantém conversas diárias com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem fez questão de elogiar publicamente pela condução da ofensiva militar.

Mais de 200 mortos no confronto direto

O conflito, que teve início na madrugada do dia 13 de junho, já contabiliza mais de 200 mortos nos dois lados, somando civis e militares.

O estopim foi uma ofensiva israelense direcionada a instalações ligadas ao programa nuclear iraniano, além de ataques a altos oficiais das forças armadas do Irã.

A resposta de Teerã veio rapidamente, com mísseis disparados contra bases militares e alvos estratégicos em território israelense, reacendendo os temores de um conflito regional de proporções catastróficas.

O alvo: o programa nuclear iraniano

O governo de Israel justifica os ataques como uma tentativa de impedir o avanço do programa nuclear do Irã, que considera uma ameaça direta à sua própria existência.

Por outro lado, o regime iraniano classifica a ofensiva como um ato de guerra e prometeu “danos irreparáveis” caso os Estados Unidos decidam participar ativamente do conflito.

Guerra aberta no horizonte?

As movimentações de tropas americanas na região, combinadas com o endurecimento do discurso de Trump e a promessa de resistência total feita por Ali Khamenei, desenham um cenário em que a diplomacia parece cada vez mais distante.

Enquanto isso, cresce a tensão não apenas no Oriente Médio, mas também na comunidade internacional, que observa com preocupação o risco de uma guerra aberta envolvendo potências nucleares.

O Diário Carioca acompanha de perto cada desdobramento desse conflito, que ameaça mergulhar o mundo em uma nova crise geopolítica de proporções devastadoras.


O Carioca Esclarece:
A participação direta dos Estados Unidos em um conflito contra o Irã poderia desencadear uma guerra de larga escala no Oriente Médio, com impactos humanitários, econômicos e geopolíticos em todo o planeta.


FAQ

Por que Trump disse “boa sorte” ao Irã?
O ex-presidente dos Estados Unidos reagiu com ironia à declaração do líder iraniano, que rejeitou qualquer possibilidade de rendição diante dos ataques de Israel e da pressão americana.

Quantas pessoas já morreram na guerra entre Israel e Irã?
Desde o início dos ataques, mais de 200 pessoas morreram, somando vítimas civis e militares dos dois países.

Qual o papel dos Estados Unidos nesse conflito?
Os EUA atuam como aliados estratégicos de Israel, oferecendo apoio logístico, militar e diplomático. A ameaça de intervenção direta dos americanos pode ampliar o conflito para todo o Oriente Médio.

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