Irã confirma: instalações nucleares estavam vazias antes do ataque dos EUA

Teerã admite que Fordow, Natanz e Isfahan foram bombardeadas, mas já haviam sido esvaziadas. Tensões disparam no Oriente Médio.

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital
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Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
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Imagem: Reprodução CNN

21 de junho de 2025 — Teerã — As autoridades do Irã confirmaram neste sábado que as três principais instalações nucleares do país — Fordow, Natanz e Isfahan — foram bombardeadas por forças dos Estados Unidos. No entanto, segundo o governo iraniano, os locais haviam sido esvaziados anteriormente, em uma medida preventiva diante do avanço da crise militar no Oriente Médio.

A informação foi divulgada pelo diretor de notícias da mídia estatal iraniana, em nota oficial repercutida por agências do país. A declaração veio horas após o presidente norte-americano Donald Trump confirmar publicamente que aviões furtivos B-2 Spirit lançaram bombas de alta penetração contra os três complexos nucleares iranianos.

Alvos foram desocupados antes do ataque

De acordo com o comunicado, “as instalações foram evacuadas há algum tempo, de forma estratégica, levando em conta o aumento das ameaças militares nos últimos dias”. A nota, no entanto, não especifica se houve danos materiais, perda de equipamentos ou contaminação radioativa nas estruturas.

Bombardeios atingem Fordow, Natanz e Isfahan

O ataque ocorreu após a ativação dos sistemas de defesa aérea iranianos nas regiões de Qom, Natanz e Isfahan, que tentaram repelir os bombardeios, mas não conseguiram evitar as explosões. As usinas nucleares atingidas são consideradas pilares do programa de enriquecimento de urânio do país.

A instalação de Fordow, localizada em uma montanha fortificada no norte do Irã, é uma das mais protegidas do mundo. Já os complexos de Natanz e Isfahan operam na região central do país, com capacidade para processamento e desenvolvimento de material nuclear.

Trump confirma operação e provoca escalada militar

Pelo Truth Social, Donald Trump celebrou o que chamou de “ataque bem-sucedido” e afirmou que “todas as aeronaves norte-americanas estão fora do espaço aéreo iraniano, a caminho de casa, após lançar uma carga completa de bombas no principal alvo, Fordow”.

O presidente norte-americano descreveu a operação como um “momento histórico” e disse que agora “é hora da paz”, embora o ataque represente a maior escalada militar dos Estados Unidos no Oriente Médio desde a invasão do Iraque, em 2003.

Escalada coloca mundo em alerta máximo

A confirmação de que os alvos haviam sido evacuados não reduz o risco de escalada. Pelo contrário, autoridades iranianas indicaram que uma resposta militar proporcional está sendo preparada, o que pode incluir ataques a bases norte-americanas na região, bombardeios contra Israel e bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.

O Diário Carioca monitora em tempo real os desdobramentos dessa crise, que já está sendo chamada por analistas de a maior ameaça à paz global desde a Segunda Guerra Mundial.


O Carioca Esclarece

O fato das instalações nucleares estarem esvaziadas não elimina os riscos. A destruição de centros sensíveis de pesquisa e enriquecimento de urânio compromete acordos internacionais e eleva as chances de uma guerra regional se transformar em conflito global.


Perguntas Frequentes (FAQ)

Por que o Irã esvaziou as usinas nucleares?
O esvaziamento foi uma medida preventiva diante das crescentes ameaças de ataque, visando proteger pessoal e equipamentos sensíveis.

Quais usinas foram bombardeadas pelos EUA?
As instalações nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan, que são essenciais para o programa de enriquecimento de urânio do Irã.

O Irã vai reagir?
Autoridades iranianas já sinalizaram que uma resposta militar está em análise, com possibilidade de atingir bases dos EUA, aliados no Oriente Médio e até Israel.

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JR Vital - Diário Carioca
Editor e analista geopolítico
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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.