EUA atacam usinas nucleares e declaram guerra ao Irã

Bombardeios destruíram Fordow, Natanz e Isfahan. Mundo vive risco real de guerra mundial após entrada direta dos Estados Unidos no conflito.
Crédito: Agência Brasil/ Canva Fotos
Crédito: Agência Brasil/ Canva Fotos
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

21 de junho de 2025 — Teerã, Washington e Tel Aviv — O mundo entrou oficialmente em um novo e perigoso patamar de conflito. Os Estados Unidos bombardearam três instalações nucleares no Irã, marcando sua entrada formal na guerra que, até então, envolvia principalmente Israel e Irã.

O ataque, anunciado diretamente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destruiu as usinas de Fordow, Natanz e Isfahan, todas ligadas ao programa nuclear iraniano. Segundo o próprio Trump, foi lançada “uma carga completa de bombas” sobre a instalação principal, Fordow.

Agora é hora da paz!”, declarou, de forma contraditória, após anunciar o maior ataque aéreo contra o Irã na história recente.

Bombardeio com bombardeiros B-2 e armas de destruição bunker

A ofensiva utilizou bombardeiros estratégicos B-2 Spirit, equipados com bombas de penetração conhecidas como “perfuradoras de bunker”, projetadas especificamente para destruir instalações subterrâneas altamente protegidas, como é o caso do complexo de Fordow, construído dentro de uma montanha.

O governo dos Estados Unidos confirmou que Israel foi informado previamente da operação.

De acordo com Trump, todos os aviões americanos envolvidos já estão fora do espaço aéreo iraniano e retornaram às bases.

O presidente norte-americano prometeu ainda um pronunciamento às 23h (horário de Brasília), no qual deve detalhar os próximos passos da operação militar, que escancara o risco real de uma guerra regional de proporções globais.

Guerra aberta no Oriente Médio: cenário de catástrofe global

A escalada ocorreu após mais de uma semana de ataques aéreos entre Israel e Irã, que já haviam deixado mortos e feridos em ambos os lados. A justificativa do governo israelense para os ataques seria impedir o desenvolvimento de armas nucleares por Teerã — algo que o próprio Irã nega, reafirmando que seu programa é exclusivamente para fins pacíficos.

Os bombardeios dos Estados Unidos rompem qualquer limite diplomático anterior, levando a crise diretamente a uma guerra aberta entre potências militares.

Diplomatas internacionais e organismos multilaterais tentaram, sem sucesso, deter o avanço da escalada. Até o momento, não há sinais de cessar-fogo ou retomada de negociações.

O que pode acontecer agora?

Com a entrada direta dos Estados Unidos, analistas militares e políticos apontam para cenários de altíssimo risco, incluindo:

  • Bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa quase 20% do petróleo mundial.
  • Resposta militar do Irã, tanto contra bases dos EUA no Oriente Médio quanto contra Israel.
  • Intensificação dos ataques de aliados do Irã, como Hezbollah, Houthis do Iêmen e forças na Síria e Iraque.
  • Possibilidade de retaliações cibernéticas, terroristas ou militares contra interesses norte-americanos e ocidentais em todo o mundo.

O Diário Carioca acompanha, em tempo real, os desdobramentos dessa que já é considerada uma das maiores crises internacionais do século XXI.


O Carioca Esclarece

O complexo nuclear de Fordow, no Irã, foi construído a mais de 80 metros de profundidade dentro de uma montanha justamente para resistir a bombardeios aéreos. As bombas usadas pelos EUA são projetadas especificamente para perfurar estruturas como essa.


Perguntas Frequentes (FAQ)

Quais usinas nucleares do Irã foram atacadas pelos EUA?
Foram bombardeadas as instalações de Fordow, Natanz e Isfahan, todas ligadas ao programa nuclear iraniano.

Por que os EUA atacaram o Irã?
O governo dos Estados Unidos afirma que a ação visa destruir a capacidade nuclear iraniana, mas analistas apontam interesses geopolíticos e alianças militares com Israel como principais motivadores.

O ataque dos EUA pode gerar uma guerra mundial?
O risco é real. A entrada dos Estados Unidos no conflito eleva as chances de uma guerra regional de grandes proporções, com possibilidade de envolver outros países e impactar diretamente a economia global.

Recomendadas