Irã confirma bombardeio às usinas nucleares por forças dos EUA

Autoridades admitem danos em Fordow, Natanz e Isfahan após ataques com bombas de penetração. Risco de guerra total cresce.
Foto: Reprodução
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Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
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Jornalista do Diário Carioca.

21 de junho de 2025 — Teerã — O governo do Irã confirmou oficialmente, neste sábado, que três de suas principais instalações nucleares — Fordow, Natanz e Isfahan — foram atacadas por bombardeios realizados por forças aéreas inimigas, após a ativação dos sistemas de defesa de várias cidades do país.

As informações foram divulgadas por autoridades regionais e pelo centro de gerenciamento de crises iraniano. Segundo os relatos, a usina de Fordow, localizada nas profundezas de uma cadeia de montanhas na região de Qom, foi diretamente atingida após ser identificada como alvo de aviões inimigos.

Fordow: ataque em instalação subterrânea altamente protegida

De acordo com um porta-voz oficial, “parte da área da usina nuclear de Fordow foi bombardeada poucas horas após a ativação das defesas aéreas de Qom”.

A instalação é considerada uma das mais protegidas do programa nuclear iraniano, construída a dezenas de metros abaixo da montanha, justamente para resistir a ataques aéreos convencionais. Apenas armamentos de alta capacidade perfurante, como as bombas “bunker buster” usadas pelos Estados Unidos, seriam capazes de causar danos reais ao complexo.

Explosões também em Natanz e Isfahan

Além de Fordow, o vice-governador de segurança da província de Isfahan confirmou que as instalações nucleares de Isfahan e Natanz, ambas no centro do país, também foram alvo de bombardeios.

“Testemunhamos intrusões próximas às instalações nucleares de Isfahan e Natanz. As defesas aéreas foram acionadas para confrontar os alvos hostis, mas várias explosões foram ouvidas nas regiões”, afirmou o governador regional, segundo relatos da mídia estatal iraniana.

Usinas estavam parcialmente esvaziadas

Fontes iranianas indicam que os complexos nucleares haviam sido esvaziados previamente, em meio à escalada das ameaças militares na região. No entanto, ainda não há informações oficiais sobre a extensão dos danos causados pelos bombardeios, nem se equipamentos sensíveis ou materiais radioativos foram comprometidos.

O ataque foi realizado horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar que aviões furtivos B-2 Spirit executaram uma operação militar contra os três complexos nucleares iranianos.

Risco de guerra total se aproxima

O bombardeio marca uma escalada sem precedentes no conflito do Oriente Médio. A confirmação oficial do Irã desmonta qualquer dúvida sobre a natureza dos alvos e sinaliza que uma resposta militar pode ocorrer nas próximas horas.

Entre os cenários mais prováveis estão:

  • Ataques diretos contra bases militares dos EUA no Oriente Médio.
  • Bombardeios sobre Israel, incluindo uso de mísseis de longo alcance.
  • Fechamento do Estreito de Ormuz, o que pode gerar colapso no transporte global de petróleo.
  • Ações coordenadas de aliados regionais, como Hezbollah, Houthis e milícias iraquianas e sírias.

O Diário Carioca acompanha minuto a minuto a escalada deste que já é considerado o conflito militar mais grave do século XXI.


O Carioca Esclarece

As usinas de Fordow, Natanz e Isfahan são pilares do programa nuclear do Irã, com capacidade para enriquecer urânio em níveis elevados. Fordow, em especial, foi construída em cavernas subterrâneas, projetada justamente para resistir a ataques como o que ocorreu.


Perguntas Frequentes (FAQ)

O que é a usina de Fordow?
É uma instalação nuclear iraniana localizada dentro de uma montanha na região de Qom, projetada para enriquecer urânio e protegida contra ataques aéreos convencionais.

Quais instalações foram atacadas pelos EUA no Irã?
As usinas nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan, fundamentais no programa de enriquecimento de urânio do Irã.

O Irã vai retaliar?
Ainda não há anúncio oficial sobre a retaliação, mas fontes indicam que o Irã prepara respostas militares que podem envolver ataques contra bases dos EUA, Israel e aliados no Oriente Médio.


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