Fracasso de Direita

EUA darão apoio para a Argentina de Milei não “Virar Venezuela”

O economista Edward Bessent afirma que a assistência norte-americana à Argentina visa garantir a estabilidade econômica e social
Edward Bessent - Foto: reprodução/ redes sociais
Edward Bessent - Foto: reprodução/ redes sociais
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Os Estados Unidos estão oferecendo suporte ativo à Argentina com o objetivo estratégico de evitar que o país vizinho mergulhe em uma crise econômica e social semelhante à enfrentada pela Venezuela. A afirmação é do economista Edward Bessent, que destacou que essa assistência não é apenas financeira, mas uma estratégia mais ampla para manter a estabilidade regional.


A Estratégia Norte-Americana: Estabilidade Regional

Segundo Bessent, a estratégia norte-americana na Argentina inclui cooperação financeira e um monitoramento constante das políticas econômicas implementadas pelo país. O acompanhamento, conforme reportado pelo Valor, visa explicitamente reduzir os riscos de descontrole inflacionário e garantir um crescimento econômico sustentável.

O temor de Washington é claro: a instabilidade na Argentina, uma das maiores economias da América do Sul, poderia ter consequências desastrosas para toda a região, criando um vácuo político e uma crise humanitária que os Estados Unidos buscam evitar a todo custo, dada a experiência com a Venezuela. A assistência, portanto, é menos um ato de generosidade e mais uma medida de segurança geopolítica para frear a deterioração econômica e social em um aliado estratégico.

O Contexto da Crise e a Cooperação

A Argentina tem enfrentado desafios persistentes com alta inflação e dívida externa, o que a torna vulnerável a choques econômicos e instabilidade política. A intervenção dos EUA é percebida como um esforço para injetar credibilidade e apoio técnico ao plano econômico argentino, fortalecendo a posição do país em negociações internacionais e junto a organismos multilaterais.

A cooperação se concentra em garantir que a Argentina não precise adotar medidas extremas que possam desestabilizar o tecido social, como ocorreu na Venezuela, onde o descontrole da inflação e a crise política levaram a um êxodo populacional e ao colapso do sistema de saúde e produção. Para os EUA, a estabilidade argentina é sinônimo de prevenção de um foco de crise em seu “quintal”.

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