PL busca votos para anistia do 8 de janeiro e pressiona STF

Sóstenes Cavalcante diz ter apoio suficiente na Câmara e mira maioria para evitar reveses no Supremo

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital
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Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
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Sóstenes Cavalcante durante coletiva a imprensa no salão verde da Câmara dos Deputados. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Brasília – O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que já conta com votos suficientes para aprovar o projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. A declaração, publicada pela coluna de Malu Gaspar, em O Globo, indica uma estratégia para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e garantir uma margem segura para avançar com a pauta.

O projeto, de autoria do ex-deputado Major Vitor Hugo (PL-GO), busca perdoar todos os participantes de manifestações entre 30 de outubro de 2022, data do segundo turno presidencial, e o dia da aprovação da lei. Isso inclui bloqueios de rodovias, protestos em frente a quartéis e outros atos antidemocráticos.

“Meu sonho é aprovar com quórum de PEC. Porque se o STF quiser pensar em declarar inconstitucional, já sabemos que temos votos para aprovar uma emenda”, afirmou Sóstenes.

Aliados e articulação política

No momento, Sóstenes já contabiliza cerca de 290 votos, mas busca apoio em legendas como PSDB, MDB, Podemos e Solidariedade para atingir sua meta. A expectativa é que a votação ocorra nas próximas semanas.

O PL também espera fortalecer o apoio ao projeto durante a manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para o próximo domingo, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Nos últimos dias, Bolsonaro se reuniu com os presidentes de partidos como Republicanos, PP, PSD e União Brasil para alinhar estratégias. Segundo aliados, recebeu sinais positivos para a anistia.

Impacto e resistência no Congresso

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem evitado declarações diretas sobre o tema, mas não descartou a possibilidade de pautar a votação. Ele afirmou que o 8 de janeiro não foi um golpe contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e classificou como “exageradas” as penas aplicadas pelo STF.

Em contrapartida, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se manifestou contra a anistia e indicou que o Senado pode barrar a proposta.

Caso o PL confirme apoio suficiente, a decisão sobre a votação caberá ao colégio de líderes, não a Motta. O partido quer evitar levar o projeto ao plenário sem uma base consolidada para evitar desgastes.

Entenda o caso: anistia aos golpistas do 8 de janeiro

  • O projeto visa anistiar todos os envolvidos em atos antidemocráticos desde 30 de outubro de 2022.
  • A proposta é do ex-deputado Major Vitor Hugo (PL-GO) e tem apoio do PL e de bolsonaristas.
  • O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, quer aprovar a anistia com maioria suficiente para evitar reveses no STF.
  • O objetivo é obter 308 votos, garantindo respaldo para uma PEC, caso necessário.
  • Bolsonaro e aliados trabalham para consolidar apoio e pressionar o Congresso.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, não bloqueou a discussão, mas depende do colégio de líderes.
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JR Vital - Diário Carioca
Editor e analista geopolítico
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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.