Brasília, 18 de julho de 2025 — A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Jair Bolsonaro e dirigentes do PL na capital federal, sob ordem do Supremo Tribunal Federal. O ex-presidente estava em casa durante a chegada dos agentes.
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Escalada jurídica sobre o bolsonarismo
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (18) uma operação de busca e apreensão contra Jair Bolsonaro (PL), investigado por crimes que vão do uso político da estrutura de Estado à obstrução de investigações. As ações ocorreram em Brasília, com foco na residência do ex-capitão, no Jardim Botânico, e no escritório político vinculado à sede nacional do PL.
Os mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, que tem avançado nas apurações sobre os bastidores do golpismo articulado entre 2022 e 2023. As buscas miram o entorno imediato de Bolsonaro e setores-chave do Partido Liberal, legenda instrumentalizada como escudo político desde o final do mandato presidencial.
A ofensiva chega à casa do ex-presidente
Segundo relatos de aliados próximos, Bolsonaro estava em casa no momento em que os agentes chegaram. O imóvel, já monitorado desde operações anteriores, volta a ser alvo direto de medidas restritivas. Fontes da PF confirmam que documentos e aparelhos eletrônicos foram apreendidos, embora o teor das provas permaneça sob sigilo judicial.
Além da residência, os policiais vasculharam o escritório onde Bolsonaro ainda mantém interlocução com sua base, operando alianças, influenciando estratégias eleitorais e, como suspeita a PF, interferindo em investigações em curso.
Partido Liberal no foco da apuração
A sede do PL também foi vasculhada. Investigadores apontam que o partido, hoje comandado por Valdemar Costa Neto, atua como ponte entre financiadores, redes de desinformação e operadores jurídicos do bolsonarismo. A operação reflete a intensificação das medidas de responsabilização institucional, rompendo com a leniência que até recentemente blindava figuras do alto escalão.
Fontes ligadas à investigação afirmam que o núcleo político do PL, em especial sua ala ligada ao ex-presidente, está sendo tratado como estrutura de continuidade para práticas antidemocráticas. A ação desta sexta marca um novo patamar no cerco contra o bolsonarismo, não apenas como indivíduo, mas como projeto organizado de poder.
STF e PF apertam o cerco jurídico
As ordens judiciais foram emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes, que conduz os principais inquéritos sobre a tentativa de golpe, ataques às urnas e milícias digitais. A atuação da PF nesta operação segue uma linha de coordenação com o Supremo e o Ministério Público Federal, com foco em desarticular os mecanismos de sustentação da extrema direita institucional.
A operação não foi acompanhada de prisões, mas, segundo fontes da Corte, novas medidas cautelares não estão descartadas. Bolsonaro já acumula uma série de investigações e responde a múltiplos processos, incluindo o uso ilegal de verbas públicas e fraude em documentos oficiais.
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