Bolsonarismo

Esquema bilionário revela fracasso do bolsonarista Tarcísio no combate a corrupção em SP

Operação Ícaro prende empresários e auditor da Sefaz-SP por R$ 1 bilhão em propina

JR Vital - Diário Carioca
Por
JR Vital
JR Vital - Diário Carioca
Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
- Editor e analista geopolítico
© Alesp/Direitos reservados

A Operação Ícaro, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), desvendou um esquema bilionário de corrupção na Sefaz-SP, envolvendo fraudes em créditos de ICMS, propinas milionárias e possível proteção política ao alto escalão da Receita Estadual.

Foram presos o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma; Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop; e o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, acusado de operar o esquema.

Um fiscal que era “cérebro”

Investigadores identificaram que Artur, lotado na Diretoria de Fiscalização, manipulava pedidos de ressarcimento de ICMS usando aplicativos e o próprio certificado digital da Ultrafarma, garantindo aprovações preferenciais, em troca de propina. Ele operava pelo menos R$ 1 bilhão desde 2021, depositor esses valores numa empresa em nome da sua mãe, com patrimônio elevado de forma abrupta.

Alvos de peso e riqueza suspeita

Além dos três alvos principais, o MP cumpriu 19 mandados de busca, resultando na apreensão de dinheiro em espécie, criptomoedas, relógios caros e esmeraldas — incluindo dois pacotes inteiros, embalados e prontos para comércio clandestino.

CPI e blindagem no Palácio

A denúncia do deputado Paulo Fiorilo (PT) na Alesp expôs que o auditor agia sob comando de Marcelo Bergamasco, homem de confiança do secretário Samuel Kinoshita, mantido no cargo via TAC apesar de atuação remota na Itália. Parlamentares do PT e PSOL já articulam CPI para investigar possível blindagem política.

Reduto de empresas suspeitas

Documentos indicam que o esquema não restringia-se à Ultrafarma e Fast Shop. Estariam também envolvidas empresas como Oxxo, Kalunga, Rede 28 e Allmix, embora ainda não alvos de busca, conforme e-mails revelados pela investigação.

- Publicidade -
MARCADO:
JR Vital - Diário Carioca
Editor e analista geopolítico
Seguir:
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.