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Carlos Bolsonaro ameaça o PL: “Se continuarem, coloco tudo na mesa!”

Vereador reage com histeria após resistência à sua candidatura ao Senado em Santa Catarina e expõe racha dentro do partido.
Carlos Bolsonaro - © Renan Olaz/CMRJ
Carlos Bolsonaro - © Renan Olaz/CMRJ
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) voltou a atacar aliados em público e a ameaçar o próprio partido do pai. Em postagem no X (ex-Twitter) nesta terça-feira (26), o “zero dois” reagiu à notícia de que o PL estuda alternativas para sua candidatura ao Senado em 2026:

“Impasse? Vocês estão brincando com a alma do meu pai! Não há impasse algum! Se continuarem colocarei tudo na mesa! Não adianta me intimidar!”


Candidato rejeitado em SC

A candidatura de Carlos em Santa Catarina, apoiada pela cúpula bolsonarista, enfrenta forte rejeição interna. Lideranças locais não querem servir de palanque para um forasteiro carioca sem base no estado. O desconforto ficou explícito quando Carluxo foi vaiado em Florianópolis.

Diante do impasse, nomes próximos ao ex-presidente admitem até empurrar o vereador para Roraima, em mais uma tentativa de “desovar” o filho problemático.


A histeria como método

A reação do “zero dois” segue o padrão de destempero que o tornou célebre nas redes: frases truncadas, ameaças nebulosas e o apelo permanente à figura do pai. Ao se autoproclamar guardião da “alma de Bolsonaro”, Carlos tenta disfarçar o fato de que o ex-presidente está inelegível, cercado pela Justiça e sem condições de comandar a estratégia eleitoral da família.

A ameaça de “colocar tudo na mesa” soou mais como chantagem mal formulada do que como alerta real. Até agora, ninguém sabe que segredos Carlos estaria disposto a revelar — nem contra quem.


Manobra desesperada

A candidatura ao Senado é vista como uma tentativa desesperada da família Bolsonaro de manter foro privilegiado e mamata em Brasília. Com o pai encurralado e os irmãos perdendo espaço, Carlos tenta se projetar nacionalmente, mas tropeça na própria rejeição e na falta de articulação.


Carluxo em transe

O episódio confirma o que já se tornou rotina: Carlos Bolsonaro é incapaz de lidar com contrariedades políticas sem ataques histéricos. Em vez de construir alianças, prefere ameaçar o próprio partido e transformar divergências em espetáculo de auto-humilhação.

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