Defendendo Criminosos

Chefe da polícia que mais mata vulneráveis, Tarcísio chama Moraes de Tirano

Governador de São Paulo, que articula um novo golpe, ataca STF, pede liberação de Bolsonaro em 2026 e tenta blindar aliados investigados.
Tarcísio chama Alexandre de Moraes de “tirano”, pede anistia aos golpistas de 8 de janeiro e pressiona a Câmara a avançar com o projeto.
Tarcísio de Freitas (Foto: Reprodução Youtube)
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico

Jornalista do Diário Carioca.

Durante manifestação da extrema-direita na Avenida Paulista neste domingo (7), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a aprovação de uma anistia aos extremistas condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Em seu discurso, também reforçou apoio à candidatura de Jair Bolsonaro em 2026, apesar da inelegibilidade determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Tarcísio voltou suas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e atacou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de “tirano”. O governador falou em “ditadura de um poder sobre outro” e afirmou que o país “em breve terá os seus presos políticos soltos após a anistia”.

Além disso, pressionou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a aceitar a tramitação do projeto de lei que concede perdão aos envolvidos no ataque às instituições democráticas.

Blindagem a aliados e ataques às instituições

Em outro momento de sua fala, Tarcísio exigiu a devolução do passaporte do pastor Silas Malafaia, além de cadernos pessoais apreendidos pela Polícia Federal em investigação. O gesto foi interpretado como uma tentativa de blindar aliados e reforçar o alinhamento com setores religiosos da extrema direita.

A postura do governador contrasta com sua imagem pública de político moderado e evidencia uma guinada mais agressiva no discurso, aproximando-se ainda mais da retórica bolsonarista.

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