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Flávio Dino decide que mandato parlamentar exige presença física

Por JR Vital Analista Geopolítico

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)Flávio Dino, estabeleceu em decisão histórica que o exercício do mandato parlamentar exige presença física e não pode ser desempenhado de forma remota. O entendimento — que nega pedido do ex-deputado Chiquinho Brazão para reaver seu mandato cassado por faltas — é interpretado como um recado direto ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde fevereiro articulando contra instituições brasileiras.

Dino foi categórico ao afirmar que “a presença física é a regra” para o exercício do mandato. A decisão reforça que detentores de altas funções estatais têm “deveres constitucionais rigorosos” e que exceções ao trabalho presencial devem ser “episódicas, motivadas e devidamente regradas”. O texto serve como alerta para casos como o de Eduardo Bolsonaro, que tenta usar uma manobra regimental para justificar ausências prolongadas.

Chiquinho Brazão teve o mandato cassado pela Câmara dos Deputados em abril após acumular 72 faltas não justificadas — 84% das sessões de votação em 2024. Preso desde março como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, sua defesa alegava que a prisão impossibilitava a participação presencial.

Dino rejeitou o argumento e destacou que a Constituição e o Regimento Interno da Câmara são claros: a perda de mandato por faltas excessivas é automática, e a prisão preventiva não se enquadra entre as hipóteses de licença permitidas.

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O impacto sobre Eduardo Bolsonaro

A decisão assume especial importância pelo timing:

  • Eduardo Bolsonaro está nos EUA desde fevereiro;
  • Foi indiciado pela PF por coação a autoridades e ataques à democracia;
  • PL o nomeou líder da minoria para tentar justificar suas faltas;
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que analisará a “atípica” indicação.

A fundamentação de Dino deixa claro que a manobra do PL — baseada em ato de Eduardo Cunha de 2015 — não sobreviverá a um eventual questionamento no STF.

O princípio: representação exige presença

Dino ressaltou que o mandato parlamentar é função de representação popular direta que exige presença em Brasília:

“No exercício de funções de membro de Poder, diretamente delegadas da soberania popular, a presença física na sede do respectivo Poder deve ser a regra”.

O entendimento protege a democracia contra abusos e ausências estratégicas de parlamentares que fogem de suas responsabilidades.

Próximos passos: pressão sobre Hugo Motta

A decisão coloca Hugo Motta em xeque:

  • Se aceitar a justificativa de faltas de Eduardo Bolsonaro, desrespeitará o STF;
  • Se rejeitar, enfrentará a base bolsonarista que sustenta seu governo na Câmara.

A sociedade espera que a lei prevaleça sobre acordos políticos.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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