Descontrole

Prefeito do PL faz B.O. após ameaça de Júlia Zanatta e exige proteção policial

Disputa interna no PL de Santa Catarina escala para caso de polícia após a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) intimidar o prefeito de Laguna, Preto Crippa (PL), que registrou Boletim de Ocorrência temendo pela segurança.
Deputada federal Júlia Zanatta
Deputada federal Júlia Zanatta
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

A polarização e o tom agressivo que caracterizam parte da extrema-direita brasileira irromperam em um escândalo policial dentro do PL de Santa Catarina. O prefeito de Laguna, Preto Crippa (PL), registrou um Boletim de Ocorrência contra a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) por ameaça, citando o risco à sua integridade, de sua família e de sua equipe de governo.

A denúncia surge após a parlamentar publicar uma imagem do prefeito fantasiado, acompanhada da frase de cunho intimidador: “esse moço vai se arrepender até o último fio de cabelo de ter tocado no meu nome”.

O Histórico de Intimidação e a Ação Policial

A reação do prefeito Preto Crippa foi imediata e formal, buscando amparo nas autoridades. No registro policial, Crippa não apenas relatou a ameaça específica, mas também relembrou o histórico de atitudes agressivas da deputada, como a notória ostentação de armas de fogo em suas redes sociais. A menção ao comportamento pregresso da parlamentar reforça a interpretação de que a ameaça deve ser levada a sério, levando o prefeito a solicitar medidas protetivas.

A confusão começou após Júlia Zanatta realizar uma live pública exigindo a saída do prefeito do partido, acusando-o de nomear servidores ligados ao PT e ao PCdoB. “Preto Crippa, saia imediatamente do PL. Você já se aproveitou, já usou dinheiro para se eleger, agora seja homem e saia do PL”, disparou a deputada. Tal postura não é um debate político salutar; é uma tentativa de linchamento moral e intimidação pública de um colega de partido.

A atitude da deputada Júlia Zanatta ameaça Preto Crippa e expõe uma cultura política tóxica, onde desavenças internas são tratadas com ameaças pessoais e não com debate partidário. Além disso, a exigência de pureza ideológica e o ataque a nomeações são sintomas de uma visão autoritária da política, que não tolera qualquer divergência ou pragmatismo administrativo.

A Questão da Fidelidade Partidária e o Foco em Laguna

Em sua defesa, o prefeito Preto Crippa se posicionou contra a retórica divisiva, afirmando permanecer fiel ao governador Jorginho Mello (PL) e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Votei e votaria novamente em Bolsonaro e estarei com Tarcísio, caso seja ele o candidato da direita, mas meu foco é Laguna.”

A fala do prefeito busca deslegitimar a agressão, focando no trabalho de gestão e na lealdade às figuras centrais da direita, ao invés de entrar na guerra de facções. Crippa alegou que Zanatta sequer participou de sua campanha, tendo apoiado adversários, o que questiona a autoridade moral da deputada para exigir sua expulsão.

Apesar da defesa do prefeito, Júlia Zanatta reforça que irá solicitar à direção do PL a expulsão de Crippa, com o apoio de aliados bolsonaristas como Zé Trovão e Jessé Lopes. O episódio da Júlia Zanatta ameaça Preto Crippa é, na verdade, uma disputa de poder interna, onde a deputada tenta impor sua hegemonia ideológica e excluir qualquer vestígio de pluralidade no partido, mesmo que isso signifique recorrer à intimidação.

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