Traidor Julgado

STF começa a decidir se torna Eduardo Bolsonaro réu

Primeira Turma analisa denúncia da PGR contra deputado por suposta coação internacional no processo do golpe
Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Nesta sexta-feira (14), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado de coação no curso do processo por atuar nos Estados Unidos para interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta-feira a análise da denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que pode levá-lo à condição de réu. A acusação, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), aponta que Eduardo atuou no exterior para pressionar ministros do STF e interferir no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado comandada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma e está previsto para ser concluído até o dia 25 de novembro, salvo pedido de vista ou destaque que leve o caso para julgamento presencial. Caso a denúncia seja aceita pelos ministros, será instaurada ação penal e Eduardo passará a responder formalmente como réu. Por outro lado, a rejeição da denúncia resultará no arquivamento do processo.

A PGR sustenta que Eduardo Bolsonaro realizou declarações públicas e articulações nos Estados Unidos com tom intimidatório, buscando influenciar a condução do processo no STF. A investigação, iniciada em maio, expandiu-se para incluir aliados como Paulo Figueiredo e o pastor Silas Malafaia. Um relatório da Polícia Federal identificado em setembro apontou graves indícios de crime, que levaram à denúncia formal da PGR.

Entre as provas analisadas estão postagens, discursos e mensagens que demonstram tentativas de articular pressões com atores do governo Trump, com o intuito de criar um ambiente de ameaças contra o Judiciário brasileiro. Medidas restritivas contra Jair Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar, foram decretadas no decorrer das investigações.

A atuação de Eduardo e seus aliados visa, segundo a PGR, criar um cenário de represálias estrangeiras para impedir a responsabilização judicial do ex-presidente. Durante a fase inicial do processo, o STF exige apenas elementos mínimos para o recebimento da denúncia, não provas plenas, o que reforça a seriedade da análise em curso.

A decisão do STF influenciará diretamente os desdobramentos do caso do golpe de 2022 e o ambiente político-jurídico brasileiro, mostrando nova fase do enfrentamento das tentativas de desestabilização democrática.

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