Unidos do Caos

Família Rachada: Flávio e Michelle brigam após prisão de Bolsonaro

Escolha de Flávio como Porta-voz do Pai Provoca Desgaste com a Ex-primeira-dama, que Teve Crises de Choro em Reunião do PL; Carlos Bolsonaro Busca Reaproximação.
Flávio e Michelle Bolsonaro
Flávio e Michelle Bolsonaro
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, no último sábado (22), acentuou as tensões internas na família e no Partido Liberal (PL). A escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para atuar como porta-voz do pai causou um forte desconforto, especialmente com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A situação veio à tona durante uma reunião de emergência realizada na sede do PL, em Brasília, nesta segunda-feira (24), que contou com a presença de Michelle, Flávio, o vereador Carlos Bolsonaro e o vereador Jair Renan, além de dirigentes da sigla.

😢 Desabafo e Choro de Michelle

Segundo relatos de aliados presentes ao jornal O Globo, Michelle manifestou seu incômodo por não ter sido consultada previamente sobre a decisão de Flávio atuar como o principal representante público do ex-presidente.

A ex-primeira-dama teve duas crises de choro ao comentar o impacto da prisão na vida familiar. Durante um desses momentos, ela recebeu um gesto inesperado de apoio de Carlos Bolsonaro, com quem historicamente manteve desavenças públicas. Carlos a amparou, afirmando que “não sabe de onde ela tira tanta força”, um movimento interpretado por aliados como uma tentativa de reaproximação entre os dois.

🗣️ Tensão Vai Além da Família

A reunião também foi marcada por conflitos entre a família e parlamentares do partido.

  • Nikolas Ferreira (PL-MG): Carlos Bolsonaro surpreendeu os presentes ao elogiar o deputado Nikolas Ferreira, chamando-o de “voz consistente” na defesa do pai. O comentário chamou atenção, pois o parlamentar mineiro vinha sendo alvo de críticas por parte de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que cobrava uma postura mais firme.
  • Críticas a Colegas: Michelle também confrontou o deputado Gilvan da Federal (PL-ES), após ele criticar a presença de senadores no Complexo da Papuda. Ela reprovou as críticas públicas feitas contra colegas da oposição, enquanto Gilvan defendia que a vistoria dos senadores representaria uma aceitação da prisão do ex-presidente.

Apesar das fortes divergências, a reunião terminou sem um consenso estratégico amplo, mas com a preocupação central do PL de tentar reconstruir a unidade e organizar a defesa política e pública de Bolsonaro.

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