O jornal britânico Financial Times publicou uma análise nesta segunda-feira (1º) avaliando que o movimento bolsonarista enfrenta um momento de enfraquecimento após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por conspiração golpista.
Segundo o veículo, os erros cometidos pelo ex-chefe do Executivo e por seus filhos resultaram em um desgaste significativo na extrema-direita, que estaria “em apuros” e com dificuldades para manter o protagonismo político. A análise conclui que as estratégias equivocadas do grupo “saíram pela culatra”.
Um interlocutor do mercado financeiro, ouvido sob condição de anonimato, afirmou que os equívocos atribuídos à família “destruíram significativamente sua imagem política”.
🇺🇸 Estratégia de Eduardo Bolsonaro é “Fracasso Espetacular”
O Financial Times dedicou críticas diretas à atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) no exterior. A estratégia do parlamentar de buscar apoio em Washington para tentar impedir a prisão do pai é descrita como um “fracasso espetacular”.
O jornal aponta que as ações de Eduardo Bolsonaro resultaram em:
- Tarifas Comerciais: As movimentações geraram tarifas que irritaram parte do empresariado brasileiro.
- Exposição a Acusações: Expuseram o parlamentar a acusações em território nacional.
- Resultado Nulo: A iniciativa não impediu a condenação e prisão do ex-presidente.
A reportagem menciona ainda tentativas do grupo de recorrer diretamente a Donald Trump para evitar a prisão de Bolsonaro, ações que teriam produzido efeitos considerados negativos por aliados e interlocutores do mercado.
📈 Tarcísio Visto como Alternativa para 2026
Com o desgaste do bolsonarismo, o Financial Times indica que setores da direita já buscam um novo nome para a disputa presidencial de 2026.
O veículo aponta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como a opção “mais viável” nesse cenário. O governador é visto como alguém que “fala a língua da Faria Lima” (termo usado para se referir ao mercado financeiro).
No entanto, o jornal ressalva que a entrada de Tarcísio na disputa dependeria do apoio direto de Jair Bolsonaro, e que ele enfrentaria um cenário competitivo.
A análise conclui que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao próximo ciclo eleitoral com indicadores econômicos favoráveis (crescimento do emprego e dos salários). Para a direita, a aposta mais efetiva seria priorizar temas como crime e segurança pública na campanha.

