Candidatura Confirmada: Valdemar endossa Flávio Bolsonaro à Presidência
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou à coluna ter sido informado de que o ex-presidente Jair Bolsonaro escolheu o filho Flávio Bolsonaro como seu candidato ao Palácio do Planalto em 2026.
“Está confirmado. Flávio me disse que o nosso capitão ratificou sua candidatura. Se Bolsonaro falou, está falado. Estamos juntos”, afirmou Valdemar na tarde desta sexta-feira (5/12).
A decisão de Bolsonaro já havia sido antecipada pelo Metrópoles. O próprio Flávio comunicou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que era cotado para a disputa presidencial, de que ele deverá concorrer à reeleição em São Paulo. O senador viajou ao menos duas vezes para São Paulo nos últimos dias para articular essa movimentação.
Mercado Reage Negativamente e Ibovespa Despenca
A confirmação da candidatura de Flávio Bolsonaro trouxe instabilidade e volatilidade ao mercado financeiro nesta sexta-feira (5).
- Ibovespa: Após renovar sua máxima histórica, superando os 165 mil pontos, o principal índice da Bolsa brasileira reagiu negativamente ao anúncio político. O Ibovespa chegou a cair 1,77%, recuando para 161,5 mil pontos às 13h39.
- Dólar: A moeda americana disparou 2% no início da tarde, atingindo R$ 5,418.
A reação do mercado sinaliza que a preferência do segmento econômico se inclinava a favor de Tarcísio como principal candidato ao Planalto pelo grupo de direita. No entanto, o perfil mais moderado de Flávio é visto como uma tentativa de Jair Bolsonaro de consolidar apoio dentro da classe política e do segmento econômico para enfrentar Lula em 2026.
Congresso e Governo em Disputa pela LDO de 2026
O cenário político-econômico também foi marcado pela aprovação, no Congresso Nacional, do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026.
A LDO aprovada obriga o governo de Lula a pagar 65% das emendas obrigatórias (cerca de R$ 13 bilhões) até o meio do ano eleitoral (julho de 2026). A medida gerou debate intenso e afetará diretamente a execução de recursos impositivos no primeiro semestre de 2026, aumentando as tensões políticas entre o Executivo e o Legislativo.

