Sujeira

Assessores de Sóstenes e Jordy movimentaram R$ 18 milhões em desvios, diz PF

Por JR Vital — Analista Geopolítico Leia também Lula acusa Bolsonaro de tratar Brasil “como casa alugada” PT aciona PRF para encerrar a patética e inútil “marcha” de Nikolas JR Vital Analista Geopolítico Jornalista do Diário Carioca. 𝕏 in Publicado em 19/12/2025 · Atualizado em 17/01/2026 A Polícia Federal (PF) afirma que assessores ligados aos deputados bolsonaristas Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) movimentaram cerca de R$ 18 milhões em operações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada. Segundo a investigação, os valores estariam ligados a um esquema de desvio de recursos da cota parlamentar, apurado na operação
Os deputados bolsonaristas Carlos Jordy (PL) e Sóstenes Cavalcante (PL). Foto: Reprodução
Os deputados bolsonaristas Carlos Jordy (PL) e Sóstenes Cavalcante (PL). Foto: Reprodução
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico

Jornalista do Diário Carioca.

A Polícia Federal (PF) afirma que assessores ligados aos deputados bolsonaristas Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) movimentaram cerca de R$ 18 milhões em operações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada. Segundo a investigação, os valores estariam ligados a um esquema de desvio de recursos da cota parlamentar, apurado na operação deflagrada nesta sexta-feira (19).

Segundo a Polícia Federal, o principal operador do esquema seria Adailton Oliveira dos Santos, assessor que atuou no gabinete de Sóstenes Cavalcante e depois passou à liderança do PL na Câmara dos Deputados. Ele movimentou R$ 11.491.410,77 em créditos e R$ 11.486.754,58 em débitos, com maior concentração nos anos de 2023 e 2024.

Parte relevante dessas transações não teve origem ou destino identificados. Entre os registros constam repasses classificados como “pagamentos diversos”, “lançamento avisado” e transferências para beneficiários descritos como “nome não identificado”.

Em trecho do relatório, a PF aponta ainda R$ 2.789.526,93 enviados a destinatários não identificados. Para os investigadores, o padrão de alto volume, rapidez nos repasses e uso recorrente de meios eletrônicos é incompatível com a renda declarada do assessor.

Assessor de Carlos Jordy
No caso de Carlos Jordy, a investigação identificou movimentações semelhantes envolvendo o assessor Itamar de Souza Santana. Segundo a PF, ele teria movimentado cerca de R$ 5,9 milhões em créditos e valor equivalente em débitos no mesmo período, também considerados incompatíveis com sua capacidade econômica.

De acordo com a Polícia Federal, os desvios da cota parlamentar ocorriam por meio de pagamentos a uma locadora de veículos, apontada como empresa de fachada. O objetivo seria devolver aos envolvidos parte do dinheiro público reembolsado pela Câmara.

Outras movimentações suspeitas
O documento assinado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), destaca ainda outras movimentações suspeitas. Entre elas, as de Florenice de Souza Santana, com cerca de R$ 4 milhões, e Andrea de Figueiredo Desiderati, com quase R$ 6 milhões, todas com origem não identificada. As movimentações somam cerca de R$ 27 milhões.

A PF sustenta que Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy teriam se beneficiado do esquema com o auxílio de servidores comissionados. “Os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy teriam desviado recursos da cota parlamentar em benefício próprio, com o auxílio de servidores comissionados”, afirma a investigação, que aponta indícios de peculato e lavagem de dinheiro.

Durante a operação, os agentes apreenderam cerca de R$ 430 mil em dinheiro vivo em um endereço ligado a Sóstenes, em Brasília.

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