A pesquisa Latam Pulse, realizada pelo AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, indica que Luiz Inácio Lula da Silva inicia 2026 no topo da avaliação de imagem entre políticos nacionais. O dado central — 49% de imagem positiva contra 50% negativa — revela equilíbrio, mas coloca Lula à frente de todos os demais nomes testados. A aprovação (48,7%) e a desaprovação (50,7%) permanecem estáveis desde novembro de 2025, sinalizando previsibilidade política em um início de ano sensível para expectativas econômicas e institucionais.
Na prática, estabilidade importa. Para famílias, significa menor volatilidade nas expectativas de renda e emprego. Para empresas, reduz ruído decisório em investimentos de curto prazo. Para o mercado financeiro, ancora projeções enquanto reformas e acordos avançam.
Comparação direta entre lideranças
O ranking expõe um campo fragmentado, com diferenças marginais entre os principais nomes:
- Lula (PT): 49% positiva | 50% negativa
- Geraldo Alckmin: 45% positiva | 49% negativa
- Nikolas Ferreira: 45% positiva | 52% negativa
- Simone Tebet: entre os cinco mais bem avaliados
- Fernando Haddad: entre os cinco mais bem avaliados
- Jair Bolsonaro: 44% positiva | 55% negativa (piora na rodada)
- Flávio Bolsonaro: 39% positiva | 57% negativa
Lista de alto impacto
- Lula: liderança nacional com estabilidade de aprovação.
- Alckmin: imagem competitiva, baixa rejeição relativa.
- Nikolas Ferreira: polarização elevada limita teto.
- Bolsonaro: rejeição crescente pressiona capital político.
- Flávio Bolsonaro: rejeição majoritária restringe viabilidade.
O que diz a lei e a política externa
Decisões do governo também foram avaliadas. 67% aprovam o acordo União Europeia–Mercosul, leitura consistente com ganhos esperados em comércio, cadeias produtivas e empregos exportadores. 66% aprovam o fim da obrigatoriedade de autoescola para CNH, medida com impacto direto no custo de acesso à habilitação.
Em política externa, a condenação de Lula ao sequestro de Nicolás Maduro por forças americanas divide opiniões: 48% consideram erro e 43%, acerto. O dado reflete a sensibilidade do eleitorado à soberania e à diplomacia, sem consenso claro.
Impacto financeiro e econômico
A aprovação do acordo UE–Mercosul tende a:
- reduzir tarifas,
- ampliar mercados para o agronegócio e a indústria,
- atrair investimento direto.
Já a flexibilização da CNH afeta o orçamento das famílias e a formalização do trabalho, sobretudo em regiões periféricas, com efeito multiplicador no consumo local.
Metodologia e fontes
A pesquisa ouviu 5.418 pessoas entre 15 e 20 de janeiro, com margem de erro de 1 p.p. e 95% de confiança. Fonte: AtlasIntel/Latam Pulse em parceria com a Bloomberg.
Perguntas frequentes
Lula tem maioria de aprovação?
Não. Há equilíbrio entre aprovação e desaprovação, mas ele lidera a imagem positiva nacional.
Por que a liderança importa com números equilibrados?
Porque liderança relativa define agenda, reduz volatilidade e influencia expectativas econômicas.
Quais decisões do governo são mais aprovadas?
O acordo UE–Mercosul e a flexibilização da CNH lideram a aprovação.
A política externa prejudica a imagem?
Divide opiniões; não há consenso, mas o impacto não retira a liderança.





