Em um país onde o machismo ainda respira aliviado nas telinhas e nas ruas, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, irrompeu nas redes sociais para escancarar o que milhões fingem não ver: um assédio escancarado no Big Brother Brasil.
No domingo (18), Pedro Henrique Espíndola tentou forçar um beijo em Jordana, levando-a a relatar agressão; ele desistiu do programa no confessionário, confirmando o ato.
Janja não poupou palavras: “Não normalizem a violência”. Seu apelo – solidariedade à vítima, cobrança aos homens para intervirem e denúncia via 180 – expõe a podridão cultural que transforma realities em espelhos da nossa barbárie cotidiana.
Enquanto a Polícia Civil do Rio investiga via Delegacia da Mulher de Jacarepaguá, o episódio reacende o debate sobre vigilância 24/7 que falha em barrar o patriarcado.
Câmeras Rolando, Assédio Livre
O BBB, com seus milhões de olhos, vira palco de violação corporal. Pedro Henrique se sentiu “à vontade” para invadir o espaço de Jordana.
A produção? Silêncio inicial. Só o botão de desistência parou a cena.
Janja cutucou: mesmo vigiados, homens normalizam o inaceitável.
Voz da Primeira-Dama Contra o Silêncio
“Escancarando a naturalização da violência de gênero”, tuitou Janja na segunda (19).
Solidariedade a Jordana e todas as mulheres “diariamente violentadas”.
Apelo aos homens: “Intervenham, falem, denunciem. Ligue 180”.
Desistência ou Fuga?
Pedro Henrique acionou o botão após o relato de Jordana.
No confessionário, admitiu a tentativa de beijo forçado.
Agora, depoimento na Delegacia de Jacarepaguá. Data pendente.
Machismo na Casa Mais Vigiada
Realities como BBB romantizam agressão há anos. Lembra do assédio em edições passadas?
Câmeras não educam; expõem falhas sociais profundas.
Globo reage com nota? Ainda não. Público ferve nas redes.
Por Que Isso Importa
Historicamente, o Brasil lidera feminicídios: 1.467 em 2024, per Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Socialmente, 70% das mulheres relatam assédio (Datafolha, 2023).
BBB, com 30 milhões de viewers, normaliza isso em rede nacional, perpetuando ciclos onde “brincadeira” vira trauma. Janja humaniza o debate, ligando telas à rua – onde 180 recebe 200 mil chamadas/ano.
Sem intervenção masculina, ficamos no ciclo vicioso. É hora de realities educarem, não entretêrem à custa de corpos femininos.





