A elite do atraso e os viúvos do golpe receberam um balde de água gelada nesta terça-feira. Segundo a nova pesquisa Meio/Ideia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue como o muro intransponível contra a sanha reacionária que tenta retomar o Planalto em 2026.
Mesmo sob o bombardeio incessante da mídia corporativa e do fisiologismo parlamentar, Lula lidera todos os cenários de primeiro turno com mais de 39%, provando que o carisma forjado nas lutas sindicais é imune à voracidade dos algoritmos de ódio.
Enquanto a extrema-direita se digladia para decidir qual herdeiro do “capitão” — atualmente ocupado em cumprir seus 27 anos de cadeia — terá a honra de ser derrotado, o petista consolida uma vantagem que beira a humilhação pública. Nem a tentativa de transformar o “posturoso” Tarcísio de Freitas em uma alternativa civilizada, nem o misticismo de conveniência de Michelle Bolsonaro parecem surtir efeito. O povo brasileiro, com a memória fresca sobre a devassa institucional sofrida em anos recentes, parece decidido a não trocar o rumo da reconstrução por novas aventuras autoritárias.
A fila dos derrotados no segundo turno
O levantamento revela um isolamento intelectual da direita. Flávio Bolsonaro, o “01”, colhe a rejeição natural de quem representa o nepotismo político em sua forma mais pura, amargando uma distância considerável de 12 pontos no primeiro turno. Já no confronto direto do segundo turno, a surra é generalizada. Lula varre do mapa nomes como Ratinho Jr., Ronaldo Caiado e Romeu Zema, figuras que tentam nacionalizar seus feudos estaduais, mas que esbarram na estatura de um estadista que recuperou o protagonismo do Brasil no cenário internacional.
Abaixo, a contabilidade da resistência democrática contra os nomes do retrocesso:
| Candidato da direita | Desempenho no 2º turno | A vantagem de Lula |
| Tarcísio de Freitas | 42,1% (Empate técnico) | 44,4% (Liderança real) |
| Michelle Bolsonaro | 39% | 46% (Vitória folgada) |
| Ratinho Jr. | 37% | 46% (Massacre eleitoral) |
| Flávio Bolsonaro | 36% | 46,2% (O fim do clã) |
O fantasma da cadeia e a rejeição dos autocratas
O dado mais irônico da pesquisa é a presença de Jair Bolsonaro na consulta espontânea. Mesmo condenado e atrás das grades, o patriarca da gatunagem política ainda mantém 9,5%, o que diz muito sobre o fanatismo residual de uma parcela do eleitorado que prefere o caos à justiça social. Contudo, a rejeição de Lula (40,8%) é o combustível que move a máquina governamental a entregar resultados: o presidente sabe que a única forma de silenciar a elite é através da comida no prato e da soberania nacional.
Historicamente, o Brasil assiste ao declínio de lideranças fabricadas em laboratórios neoliberais, como Zema e Caiado, que não conseguem furar a bolha do conservadorismo provinciano. A pesquisa Ideia mostra que, embora a direita tente se repaginar com o “gestor” Tarcísio, a alma do país continua pulsando à esquerda. O Diário Carioca reafirma: o caminho para 2026 será pavimentado pela defesa dos direitos humanos e pelo combate ao imperialismo, deixando para a direita apenas o papel de espectadora da própria insignificância.





