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DECORO NO LIXO

Paulo Bilynskyj pode perder o distintivo parlamentar por mentir compulsivamente

O baixo clero da extrema-direita parece ter confundido o plenário da Câmara com um boteco de subúrbio, onde a agressão gratuita substitui o debate legislativo. O deputado bolsonarista Paulo Bilynskyj (PL-SP), conhecido mais pelo seu histórico de controvérsias armamentistas do que por projetos de relevância nacional, agora encara o abismo da cassação.

O deputado Rui Falcão (PT-SP) protocolou uma representação no Conselho de Ética após Bilynskyj publicar um vídeo onde, em um surto de gatunagem retórica, associa o presidente Lula e o PT ao financiamento pelo narcotráfico.

A peça acusatória é um compêndio de ataques sem lastro fático. O parlamentar, que se diz delegado mas parece ignorar os ritos do devido processo legal, afirmou categoricamente que o governo utiliza dinheiro do crime organizado e desvia verbas do BNDES.

Para o Diário Carioca, a manobra é velha: é a tentativa de criar uma cortina de fumaça para esconder a própria insignificância política através da espoliação da verdade. Bilynskyj, que já chamou adversários de “lixo” e “chorume”, agora terá que explicar ao Conselho de Ética por que usa a estrutura pública para disseminar teorias da conspiração dignas dos esgotos do WhatsApp.

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O balcão de ofensas sob o véu da imunidade

A defesa de Bilynskyj deve se ancorar na imunidade parlamentar, mas a jurisprudência recente é clara: o cargo não é um escudo para o crime de injúria e difamação. Rui Falcão argumenta que as falas não possuem qualquer relação com o exercício do mandato ou com atos de fiscalização. É o uso da “máquina do ódio” para conferir ares de veracidade a mentiras absurdas. O delegado, que já foi expulso de clube de tiro por envolver menores em cursos e tem um passado marcado por episódios de violência, parece acreditar que a lei só se aplica aos outros.

Abaixo, os pontos centrais que podem levar o bolsonarista ao ostracismo político:

Acusações de BilynskyjRealidade fática e jurídicaConsequência potencial
Narcotráfico no PTNarrativa sem provas ou indícios.Cassação por quebra de decoro.
Desvios no BNDESRetórica vazia para inflamar a base.Investigação criminal por calúnia.
Uso de termos chulos“Lixo” e “chorume” contra oponentes.Punição disciplinar no Conselho.

O fim da bravata legislativa

A representação não pede apenas a perda do mandato, mas também o envio do caso para a Polícia Federal e o STF. Bilynskyj representa o que há de mais arcaico no bolsonarismo: a política feita por meio de vídeos agressivos para engajar algoritmos, enquanto a gestão pública é tratada com absoluto desprezo. Se a Câmara dos Deputados tiver um pingo de auto-respeito, não permitirá que um parlamentar utilize o selo oficial da Casa para validar a rapina da honra alheia.

Historicamente, figuras que apostam na desumanização do adversário acabam devoradas pelo próprio sistema que tentam perverter. O Diário Carioca seguirá acompanhando cada passo desse processo, pois a limpeza do Congresso começa justamente pela remoção daqueles que transformam a democracia em um espetáculo de horrores. O tempo das bravatas impunes acabou; agora, o delegado sentirá o peso da lei que ele tanto gosta de invocar para os outros.

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