Eduardo Bolsonaro entra em delírio político e compara sequestro de Maduro com prisão de seu pai golpista

Por ● Fato Verificado JR Vital — Analista Geopolítico Leia também Relatório da PF isenta empresária ligada a filho de Lula de envolvimento em fraudes no INSS Em delírio, bolsonarista diz que raio em ato de Nikolas Ferreira foi “armação da esquerda” JR Vital Analista Geopolítico Jornalista do Diário Carioca. 𝕏 in Publicado em 13/01/2026 Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal cassado e em exílio político nos Estados Unidos, gravou vídeo no qual compara as condições de prisão do pai — o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses por seu papel na tentativa de golpe em 8
Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal cassado e em exílio político nos Estados Unidos, gravou vídeo no qual compara as condições de prisão do pai — o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses por seu papel na tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 — às do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, atualmente sob custódia americana após ser preso sob acusações envolvendo narcotráfico e organizações criminosas.

Comparações incongruentes e vitimização exacerbada

Na gravação, Eduardo afirma sentir “inveja” do tratamento que Maduro supostamente recebe nos Estados Unidos — alegando que o venezuelano desfrutaria de espaço amplo e sol à vontade — e contrasta essas imagens com a alegada falta de conforto de Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Alegação de Eduardo BolsonaroVerificação objetiva
“Tenho inveja do Maduro, que pode caminhar em espaço amplo e tomar banho de sol”Maduro está detido em um SHU de uma prisão federal de segurança máxima nos EUA, com cela pequena e condições duras, inferior às descrições fantasiosas.
Bolsonaro estaria em espaço restrito e negligenciadoBolsonaro cumpre pena em sala de Estado-Maior da PF com cama, banheiro privativo e atendimento médico; ele foi medicamente avaliado após queda recente.
“Isso demonstra que vivemos numa ditadura no Brasil”A comparação ignora o contexto legal brasileiro e o caráter judicial da custódia.

Vitimismo como estratégia de narrativa

Eduardo Bolsonaro não se limita à comparação: ele caracteriza a determinação judicial de custódia de seu pai como arbitrária e dependente de autorização de Alexandre de Moraes (STF), e enquadra o episódio como prova de uma suposta “ditadura” no Brasil. Essa retórica se encaixa num esforço sistemático de construir uma narrativa de perseguição política pessoal, enquanto desloca debates sobre responsabilidades legais e evidências factuais para o campo emotivo.

Contexto internacional e repercussão

A própria situação de Maduro — preso nos EUA sob acusações sérias e processado no sistema penal federal — contraria a ideia de que sua condição seria de “melhores tratamentos”, como Eduardo sugere.

A polêmica reacende debates sobre a instrumentalização de símbolos internacionais por aliados de Bolsonaro para reconfigurar percepções públicas sobre sua situação jurídica, em contraste com esforços judiciais brasileiros para aplicar a lei a altos cargos políticos envolvidos em tentativas de subverter o Estado democrático de direito.

Eduardo Bolsonaro segue, assim, na linha de vitimização exacerbada, procurando transformar um tratamento penal sanitariamente documentado e judicialmente determinado em elemento de propaganda política dramática.

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